Sorria, você está sendo controlado

Ao analisar a maneira como vivemos hoje percebemos que somos controlados de diversas formas e em todo lugar. O controle tornou-se um dispositivo sofisticado que se disseminou no cotidiano e passou a fazer parte da vida da população sem ser necessariamente identificado como tal. Como resistir a ele? Sonia Mansano analisa os diversos tipos de controle a que estamos submetidos e mostra que é possível resistir a eles.

Basta caminhar pelas ruas centrais de uma cidade qualquer para perceber como nossa vida encontra-se, atualmente, monitorada. Trata-se de uma vigilância diversificada, que se utiliza de diferentes instrumentos tecnológicos – como as câmeras que nos convidam a sorrir, as campanhas de saúde ou os comerciais sedutores que atraem a atenção dos consumidores para diferentes mercadorias ou serviços. Para o filósofo Gilles Deleuze, uma sociedade caracterizada pelo controle vem se configurando desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Como o controle invade nossa vida privada, produzindo os mais variados efeitos? A pesquisadora Sonia Regina Vargas Mansano responde essa questão no livro “Sorria, você está sendo controlado – Resistência e poder na sociedade de controle” (192 p.p., R$ 41,20), lançamento da Summus Editorial. Com linguagem simples e envolvente, a autora mostra como a mídia e a tecnologia podem controlar e modificar o nosso modo de viver.

O lançamento acontece no dia 2 de abril, quinta-feira, na Livrarias Porto (Mega Store Catuaí Shopping), das 19h às 22h. A livraria fica na Rodovia Celso Garcia Cid, Km 377, Gleba Palhano, Londrina (PR).

Baseada na tese de doutorado da autora, denominada “Sociedade de controle e linhas de subjetivação”, defendida em 2007 – e na consulta de livros, jornais, revistas e programas de televisão –, a obra conduz o leitor a pensar sobre quem ele é no meio desse mundo vigiado e controlado por todos. “O controle é algo que invade a vida do indivíduo comum independentemente de sua situação sócio-econômica. Preocupações com a segurança, a saúde, o bem estar e a inclusão social estão cada vez mais acentuadas e são amplamente debatidas nos mais variados circuitos. Assim, pode-se dizer que as situações são amplamente conhecidas, sendo por vezes desejadas ou rejeitadas pela população”, afirma a Dra. Sonia.

Portanto, é possível perceber que os dispositivos que passaram a fazer parte da vida cotidiana não são meramente impostos à população. Trata-se, outrossim, de uma produção social complexa que conta com o desejo e a legitimação do cidadão comum. Diante desse quadro, a autora fala sobre as possibilidades de resistir e de criar novos modos de vida que não estejam baseados nesse dispositivo.

Nesse sentido, a obra identifica e problematiza as mudanças que o controle traz no modo de viver e se relacionar com o mundo e mostra como a psicologia pode colaborar para compreender esse momento histórico. “O objetivo é sensibilizar o leitor para identificar e analisar criticamente as formas de controle e o tipo de vida que se torna possível construir na relação com elas”, afirma a autora.

O livro foi dividido em duas partes. Na primeira, “Tematizando a sociedade de controle”, Sonia inicia com uma investigação histórica sobre o tema, partindo da analise de Michel Foucault sobre as disciplinas até aquilo que Gilles Deleuze denominou, em um dos seus últimos escritos, sociedade de controle. Em seguida, descreve diversas situações de controle. Em “Vigilância disseminada”, ela fala do controle voltado para a segurança (celulares, câmeras, rastreadores) utilizado em diversos lugares do Brasil, que convocam o indivíduo a prestar atenção em detalhes da própria vida e de outras pessoas. Em “Controle-estimulação”, mostra as pesquisas feitas por grandes empresas que desejam saber os anseios, opiniões e idéias da população e assim lançar novos produtos e serviços, acompanhados de estratégicas campanhas publicitárias. Por fim, em “Controle de riscos”, discute questões relacionadas à prevenção de riscos que incidem sobre a vida e a saúde, além de como nos comportamos diante da vulnerabilidade do corpo.

Na segunda parte do livro, “Resistência e poder”, a autora dedica um capítulo a um dos crimes mais agressivos e temidos pela sociedade moderna: o sequestro. Um controle que representa um estado de dominação das necessidades vitais e da liberdade. Para esse tópico, ela apresenta uma entrevista com o relato minucioso da experiência de Ester, uma mulher que esteve sequestrada por cinco dias e mantida em cativeiro. Nesse caso, é possível observar como as tecnologias desenvolvidas para o controle são reformuladas e utilizadas em favor do crime e como o ser humano, quando está em situação de perigo, pode criar formas para se desprender do controle.

 

A autora

Sonia Regina Vargas Mansano – Docente do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Estadual de Londrina desde 1997. Graduada em Psicologia por essa Universidade, seguiu seus estudos de mestrado e doutorado na área de Psicologia Clínica onde concluiu seu doutorado em 2007 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É autora do livro Vida e Profissão: cartografando trajetórias (Summus, 2003) e participou da coletânea Falando de Amor: uma escuta musical dos vínculos afetivos (Ágora, 2006), na qual desenvolveu um estudo sobre música e relações amorosas. Atualmente é coordenadora do projeto de pesquisa: Cartografado dimensões afetivas nas relações de trabalho.

 

Título: Sorria, você está sendo controlado – Resistência e poder na sociedade de controle

Autor: Sonia Regina Vargas Mansano

Editora: Summus Editorial

Preço: R$ 41,20

Páginas: 192

ISBN: 978-85-323-0522-0

Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890

Site: www.summus.com.br

 

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Mais informações

Ana Paula Alencar
imprensa@gruposummus.com.br
11-4787-1322
11-9771-7336




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