Melhores tratamentos para portadores de artrite reumatóide

Pacientes com artrite reumatóide já podem contar com novas opções de tratamento. Estudos apresentados no último encontro de reumatologia, o American College of Rheumatology, nos Estados Unidos, apontaram importantes novidades sobre o assunto. O Congresso, um dos mais importantes da área, aconteceu de 24 a 29 de outubro e reuniu em Chicago médicos do mundo todo para discutir novas abordagens e terapias para portadores de doenças reumáticas.

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune, inflamatória, crônica e progressiva. Destrói a cartilagem das articulações, principalmente das mãos e dos pés. Cerca de 1% da população mundial é portadora da doença e a prevalência aumenta com a idade, podendo chegar até 5% em mulheres com mais de 55 anos. A artrite não pode ser prevenida, mas pesquisas com novas classes de medicamentos têm demonstrado alívio significativo nos sintomas e retardo na progressão da doença.

Um estudo denominado REFLEX analisou pacientes que receberam múltiplas dosagens do medicamento rituximabe. Os resultados apontaram que esses pacientes apresentaram melhora bastante acentuada e a remissão da doença dobrou após três cursos de tratamento sucessivos. A pesquisa também comparou a progressão dos sintomas: quase duas vezes mais pacientes alcançaram redução de 70% dos sinais da artrite após o terceiro curso de tratamento, em comparação ao primeiro.

“O tratamento prolongado com rituximabe demonstra clara melhora dos sintomas de pacientes com artrite reumatóide sem resposta adequada à terapia com inibidores de TNF”, afirmou o Professor Edward Keystone, do Departamento de Reumatologia da Universidade de Toronto, Canadá, durante o encontro. “Esses achados confirmam que o medicamento controla a AR efetivamente, proporcionando aos pacientes maios período livre da doença, com cursos de tratamento repetidos”, reforça o especialista.

Outro estudo, realizado com o novo medicamento tocilizumabe apontou diversos benefícios aos pacientes. Denominado LITHE, a pesquisa revelou que quase seis vezes mais pacientes tratados com tocilizumabe e metotrexato alcançaram remissão da doença, em comparação àqueles que receberam apenas metotrexato, tratamento padrão para artrite. O uso do medicamento também inibiu significativamente o dano estrutural que ocorre nas articulações dos pacientes e melhorou o desempenho físico após um ano de tratamento, o que garantiu maior qualidade de vida aos pacientes.

“O estudo LITHE mostrou que o tratamento com tocilizumabe inibiu o dano articular estrutural, que é uma importante causa de incapacidade e perda da função física em pacientes com artrite reumatóide”, afirmou o dr. Joel Kremer, investigador do estudo LITHE e Diretor de Pesquisa no Centro de Reumatologia de Albany, Nova Iorque.

O tocilizumabe é o primeiro de uma nova classe de medicamentos que inibe a ação da interleucina 6 (IL-6), substância produzida em excesso pelos pacientes com a doença. A produção anormal de IL-6 nesses pacientes é uma das responsáveis pela inflamação crônica e destruição progressiva das articulações. De acordo com os estudos clínicos realizados até o momento, o bloqueio da ação da interleucina 6 pelo novo medicamento mostrou-se eficaz na redução dos sinais e sintomas da doença, como a anemia e a fadiga. O tocilizumabe está em Fase III de estudos e tem aprovação no Brasil prevista para 2009.

Fonte

Laboratório Roche - Nos próximos anos, uma das áreas com grande potencial de crescimento da farmacêutica Roche será a de novos e promissores medicamentos para doenças auto-imunes, inclusive a artrite reumatóide. O objetivo da empresa é tornar-se referência no tratamento da doença.

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Larissa Saram
Relações com a Mídia
Máquina Comunicação Corporativa Integrada
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