Gordura abdominal aumenta risco de infarte

Cardiologista do Hospital do Coração ressalta que a gordura abdominal aumenta risco de infarte
        

Na semana do dia da prevenção da obesidade, 11 de outubro, o Supervisor de Cardiologia do HCor esclarece que o acúmulo predominante de células gordurosas na região abdominal leva a aumento do risco de doença cardiovascular e morte prematura.

Há algum tempo a obesidade vem ganhando destaque na mídia e no cotidiano das pessoas. A globalização e o avanço tecnológico simplificam a vida das pessoas que optam por fazer refeições mais rápidas e contam com uma vida facilitada, principalmente nos afazeres domésticos. Em contra-partida, essa praticidade e ganho de tempo se convertem em déficit para a saúde. Alia-se a isso a falta de atividades físicas na vida das pessoas e tem-se uma população cada vez mais obesa e com a saúde em risco. No Brasil, mais da metade da população está com sobrepeso.

A constatação levou a comunidade médica mundial a partir em busca de soluções no combate ao crescimento da obesidade e, respectivamente, das doenças congênitas como colesterol, diabetes, artrose, hipertensão, entre outras. Algumas observações começaram a surgir após comprovações empíricas de casos e já estão totalmente integradas aos tratamentos de algumas doenças.

Recentemente foi descoberto que o aumento da medida da circunferência da cintura é um importante fator de risco para doenças cardíacas (que matam 17 milhões de pessoas por ano no mundo). O sobrepeso e a obesidade são calculados pelo índice de massa corporal (IMC), obtido pela divisão do peso em quilos pela altura em metros ao quadrado. Um IMC acima de 25 representa sobrepeso e acima de 30, obesidade. Mas a circunferência da cintura tem se mostrado um indicador mais preciso. Uma cintura de mais 80 cm para as mulheres e mais de 94 cm para os homens representa um risco maior de doenças cardiovasculares.

“Para se ter ideia, a medida da circunferência abdominal, feita com uma simples fita métrica, é considerada hoje pelos especialistas uma indicação mais precisa do que o IMC, calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado. Trata-se de uma ferramenta efetiva para identificar indivíduos sob risco cardiovascular. E apesar dos avanços terapêuticos, a DCV – Doença Coronariana Vascular -, permanece como a principal causa de morte no planeta”, explica Dr. Ricardo Pavanello.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a previsão até 2010 é de que a doença cardíaca será a principal causa de óbito nos países desenvolvidos. Um outro fator que contribui para a epidemia da DCV é a prevalência de diabetes – que até o ano de 2025, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes deve aumentar cerca de 72%.

O conjunto de fatores de risco que associados elevam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes, além de aumentar a mortalidade geral em cerca de 1,5 vezes e a cardiovascular em cerca de 2,5 vezes é chamado de Síndrome Metabólica (SM). Nos Estados Unidos estima-se que 24% da população adulta seja portadora de SM e que aproximadamente 50 a 60% dos americanos com mais de cinqüenta anos também façam parte dessa preocupante população de alto risco cardiovascular. “Alguns fatores contribuem para o aparecimento da SM: os genéticos, o excesso de peso (especialmente na região abdominal) e a vida sedentária”, finaliza Dr. Pavanello.
              

Alerta

A gordura abdominal é reconhecida por 58% dos médicos como fator de risco significativo para doença cardíaca. No entanto, 45% reportaram nunca ter medido circunferência da cintura de seus pacientes. 59% dos pacientes sob risco de doença cardíaca dizem que nunca foram informados por seus médicos sobre a relação entre gordura abdominal e aumento no risco de desenvolver doenças cardíacas.

Atualmente, a maioria da população parece estar mais focada no peso do que no excesso de gordura abdominal: no Brasil, 66% dos entrevistados controlam seu peso por meio de balança, comparados aos 6% que calculam seu IMC e a 1% que mede a circunferência abdominal. Em média, 46% das pessoas que passaram nos serviços de atendimento médico primário no Brasil estão acima do peso ou obesas, contra 54% registradas no México e uma média de 38% nos países europeus.
       

Dicas para o controle da obesidade abdominal

1. Uma caminhada de 30 minutos por dia, para adultos, ajuda a reduzir os riscos de DCV;
2. Crianças podem ter 60 minutos de atividade física diária;
3. Procure ajuda de pessoas incentivadoras que participem com você ou mesmo lembrem sobre a importância da prática de exercícios;
4. Reduza o tempo que você e sua família passam diante da televisão ou do computador;
5. Exercícios físicos e dietas são considerados terapia de primeira escolha podendo levar a uma redução expressiva da circunferência abdominal;
6. Antes de dar início a qualquer programa de exercício ou reeducação alimentar, consulte seu médico;
7. Para medir corretamente o abdômen: pegue a fita métrica, tire a camisa e afrouxe o cinto; posicione a fita métrica entre a borda inferior das costelas e a borda superior do quadril. Relaxe o abdômen e expire no momento de medir.
        

Fonte

Ricardo Pavanello – Supervisor de Cardiologia do HCor.

 

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