Programa de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica

Estudo apresentado pelo setor com os pacientes do programa revela que medidas como a reabilitação são recursos que devem ser estimulados no controle das doenças cardiovasculares. Esta é uma alternativa para pacientes sem condições de serem submetidos a tratamentos invasivos.

O HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, acaba de ampliar o seu programa de Reabilitação Cardiopulmonar com o objetivo de restabelecer a capacidade funcional dos pacientes portadores de doenças cardíacas ou cardiopulmonares, além de proporcionar ao paciente as condições necessárias para a recuperação da força de trabalho e aprimoramento da capacidade física, com rápido retorno às atividades profissionais e sociais.

Por meio de tratamento individualizado e humanizado, o programa é o único serviço do país a dispor de um sistema de monitoração cardíaca sem fio – que identifica possíveis arritmias e auxilia no gerenciamento de toda a sessão do exercício supervisionado -, além de possibilitar a reabilitação de pacientes portadores de doenças pulmonares que necessitam de oxigênio durante a execução dos exercícios.

O novo programa conta com o mais completo serviço de reabilitação cardiopulmonar com equipamentos de última geração e uma equipe multiprofissional qualificada que trabalha, de forma conjunta, em benefício da recuperação mais precoce do paciente. A equipe multidisciplinar tem o objetivo de atuar como medida preventiva de novos eventos cardiovasculares, e também na prevenção e tratamento das doenças cardiopulmonares dos pacientes que fazem parte do programa de reabilitação.

“O serviço é indicado para portadores de doenças cardiovasculares como insuficiência coronária (angina, infarto entre outros), hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e insufiência vascular periférica. É indicado também aos portadores de doenças pulmonares e de distúrbios metabólicos como diabetes, dislipidemia (colesterol ou triglicérides elevados), sobrepeso e obesidade”, explica dr. Carlos Alberto Hossri, cardiologista e responsável pelo Setor de Reabilitação Cardiopulmonar do HCor.

Segundo o cardiologista, o programa tem a finalidade de promover o restabelecimento da capacidade física do paciente onde são abordados, além dos aspectos cardiopulmonares, aspectos nutricionais, físicos e psicológicos.
                           

O programa de Reabilitação Cardíaca, Pulmonar e Metabólica HCor

O programa de reabilitação HCor constitui-se de avaliação nutricional, psicológica, avaliação fisiátrica (com prescrição sobre os diferentes tipos de exercícios físicos a serem realizados, para proporcionar maior força e flexibilidade muscular), teste espirométrico (com avaliação da função pulmonar realizada pelo pneumologista), teste cardiopulmonar (com prescrição do exercício – intensidade, modo, frequência e duração, pela avaliação cardiológica também especializada em medicina esportiva), assistência de enfermagem, integração com o suporte hospitalar para emergências e supervisão e assistência médica especializada durante todas as sessões de exercício.

O serviço é composto, também, de sessões de exercícios ministrados por educadores físicos e fisioterapeutas especializados em reabilitação cardíaca, com monitoração dos sinais vitais e do ritmo cardíaco pelo sistema de telemetria multicanal. Após o primeiro ciclo de três meses, é efetuada uma reavaliação multiprofissional com nova prescrição para um próximo ciclo de sessões de exercício de maneira individualizada.

Por meio do programa de reabilitação, os pacientes conseguem reduzir a pressão arterial, melhorar o condicionamento físico, controlar o peso, aumentar a auto-estima, reduzir os efeitos nocivos do estresse bem como prevenir novos efeitos cardiovasculares. Os pacientes que fazem parte do programa têm um retorno precoce ao trabalho e uma redução do risco de novos eventos cardíacos, além da diminuição do processo aterosclerótico.
                    

A eficácia do programa

Um estudo realizado com 100 pacientes com doença coronariana e todos com quadro de angina (dor no peito), foram submetidos a tratamento invasivo através da angioplastia coronária (colocação de stent´s). Esses pacientes foram divididos em dois grupos de 50 pacientes – um grupo para o tratamento com angioplastia e outro para a reabilitação. No término de um ano houve 14% a mais de complicações para o grupo da angioplastia (com a necessidade de novo procedimento ou cirurgia de revascularização) do que para os pacientes que realizaram o programa de reabilitação.

“A conclusão desse estudo revela que medidas como a reabilitação são recursos que devem ser estimulados no gerenciamento das doenças cardiovasculares, sendo sempre uma alternativa para pacientes sem condições de serem submetidos a tratamentos invasivos e com maiores riscos, ou mesmo após esses tratamentos”, explica dr. Hossri.

Segundo dr. Hossri, o programa de reabilitação mostrou redução de 30% de novos eventos como o infarto do miocárdio e necessidade de reinternações hospitalares. “No primeiro estudo, realizado em 2002, pelo Setor de Reabilitação do HCor com os pacientes que praticavam os exercícios no setor de forma supervisionada e constante, evidenciou redução da gordura corporal, aumento da força e flexibilidade muscular bem como o ganho da potência aeróbica e elevação da qualidade de vida.
                             

Redução de 30% nos infartos

Quase 70% dos pacientes portadores de cardiopatias apresentam outras moléstias associadas, como doenças pulmonares, osteoarticulares, metabólicas e depressão como mostrou o estudo realizado no Setor de Reabilitação do HCor – apresentado durante o XVI Congresso Mundial de Cardiologia. O estudo demonstrado provou a necessidade da abordagem multidisciplinar nos programas de reabilitação cardíaca justificando, assim, a denominação de Cardiopulmonar e Metabólica.

Todas as sessões deste estudo foram monitoradas por um sistema único no país denominado telemetria multicanal – em que os educadores físicos e fisioterapeutas especializados em reabilitação cardíaca, ao aplicarem os exercícios prescritos tiveram a possibilidade de acertar a faixa de treinamento com alta precisão através da freqüência cardíaca do paciente.

“Programas como esses reduzem cerca de 30% novos episódios de infarto e aumentam a expectativa de vida com qualidade. Além disso, o cardiologista tem a possibilidade de diagnosticar eventuais arritmias cardíacas ou distúrbios eletrocardiográficos de importância clínica. Após um período de três meses, o paciente novamente é submetido à análise multiprofissional para comparação com os seus dados prévios e reorientação global”, esclare dr. Hossri.

Segundo dr. Hossri, apesar das conhecidas dificuldades existentes no Brasil, e em outros países em desenvolvimento, é necessário transmitir esses benefícios, pois é evidente a ação do exercício físico sob a forma de reabilitação como parte do tratamento desses pacientes cardiopatas, bem como sua capacidade de prevenção de novos eventos cardiovasculares.
                 

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Comentários

Muito bom ter o conhecimento que cada vez mais estamos intervindo de maneira não invasiva em pacientes e buscando a reabilitação para melhorar a qualidade de vida do ser humano.

Por favor, estou montando um centro de reabilitação cardiopulmonar e metabólica. Sera que podem me informar os equipamentos mínimos necessários,de acordo com o HCOR.
Muito obrigado.

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