Falta de profissionais qualificados em hemofilia

Especialistas se preocupam com a falta de profissionais qualificados em hemofilia.

Área de Hematologia da Faculdade de Medicina da USP, com o apoio da Baxter, promove ação para capacitar novos médicos.

Uma tendência mundial de diminuição no número de profissionais especializados no tratamento da hemofilia tem preocupado os hematologistas. Ajudar a reverter essa situação, que pode trazer sérios prejuízos para o tratamento dos pacientes hemofílicos e estimular jovens profissionais a trabalhar nesta área são os principais objetivos da 2ª Universidade da Hemofilia da América Latina – evento dirigido a médicos recém-formados e iniciantes na especialidade, que será promovido pela área de Hematologia da Faculdade de Medicina da USP, com o apoio da Baxter Hospitalar.

“Existe grande preocupação com o que pode acontecer com os hemofílicos se não houver quem substitua os atuais profissionais”, ressalta a hematologista do Hospital das Clínicas, Paula Villaça, coordenadora do evento.

Segundo ela, a hemofilia ocupa pouco espaço no currículo das escolas médicas e sua correlação com as outras áreas envolvidas no tratamento da doença, como odontologia, enfermagem, psicologia e serviço social, não é destacada. Por isso, a Federação Mundial da Hemofilia tem desenvolvido programas educacionais e estimulado as federações nacionais a ampliar a divulgação desta doença hemorrágica.

Além da falta de preparo, outra causa do desinteresse dos profissionais pela especialidade, de acordo com a médica, é a visão equivocada de que o tratamento dos pacientes se limita à reposição de fator de coagulação.

“A hemofilia é causada por um defeito na coagulação do sangue, por isso provoca sangramentos que comprometem as juntas e os músculos, causando dores, prejudicando a mobilidade e podendo levar à invalidez. O tratamento tem que considerar todas as possíveis implicações da doença para a vida dos pacientes”, explica a médica.

Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 8 mil hemofílicos no país. A falta de interesse pelo tratamento da hemofilia tem sido discutida há cerca de dois anos por especialistas e entidades do setor, tanto no Brasil como em outros países, pois o problema tem afetado o mundo todo.

Universidade da Hemofilia

O programa de capacitação contará com a participação de 65 médicos da Argentina, Chile, Costa Rica, Guatemala, Panamá, Colômbia, Equador, México, Porto Rico, Uruguai, Venezuela e Brasil, além de 22 palestrantes da Espanha e da América Latina. Durante três dias, os participantes receberão uma visão geral da especialidade, como o diagnóstico precoce, as modalidades de tratamento (entre elas o preventivo ou profilático), os medicamentos recombinantes feitos por engenharia genética, as iniciativas para reabilitação e os aspectos psico-sociais da doença, entre outros temas.

É a primeira vez que a Universidade da Hemofilia ocorrerá no Brasil. A primeira edição do curso foi realizada em Buenos Aires, na Argentina, no ano passado. A iniciativa é inspirada em modelos de educação continuada desenvolvidos na Espanha e na Suécia, países que também enfrentam dificuldades para atrair médicos para esta especialidade.

“O objetivo é mostrar que existe um campo aberto para pesquisas nessa especialidade e mostrar que o tratamento compreende várias áreas, como enfermagem, fisioterapia, odontologia e psicologia. A Universidade da Hemofilia é o primeiro passo para aumentar o número de profissionais que tratam desses pacientes”, explica a hematologista.

Serviço

2ª Universidade da Hemofilia

Data: 28 a 30 de agosto

Local: Faculdade de Medicina da USP

Anfiteatro de Técnica Cirúrgica – 4º andar

Sala 4104

Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 455 – Cerqueira César – Capital - SP

Informações

Burson-Marsteller

Giuliana Gregori/ Fanny Zygband

11 3094-2247 / 3094.2244

giuliana.gregori@bm.com; fanny.zygband@bm.com

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Comentários

Gostei muito deste artigo e gostaria de saber se biologo pode se especializar nesta atividade, mesmo estando fora da area medica. Sou biloga porem gosto da area medica e de ajudar pessoas

Gostaria de saber como o enfermeiro pode contribuir na assistência ao paciente hemofílico?

sou fisioterapeuta e gostaria de receber informações sobre cursos ou especialização sobre a hemofilia, visto que pretendo trabalhar com pacientes hemofílicos

pretendo trabalhar com pacientes hemofílicos e quero me especializar na área, sou fisioterapeuta. tem algum site que me indique cursos?.

obrigada

Gostaria de saber mais sobre a atuação do fisioterapeuta na hemofilia

Achei o artigo muito interessante e gostaria de obter mais informações sobre a fisioterapia em pacientes hemofílicos, e curso e congressos, pois sou fisioterapeuta e conheço pessoas que têm a doença!

muito obrigada, Samanta

Gostei muito do artigo,tenho família hemofílica , faço graduação de enfermagem, gostaria muito de me especializar nesta área.

gostei de saber que existem não só eu, mas profissionais de diversas áreas interessadas a se qualificar nos cuidados a pacientes com hemofilia, peço por favor que me envie e-mail com possíveis cursos ou especialização destinados a fisioterapeuta na hemofilia. obrigado.

Rosinei, fisioterapeuta

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