Qualidade do sono pode afetar rendimento escolar
No início do segundo semestre escolar é comum que os pais adotem aulas de reforço para recuperar notas baixas de seus filhos, porém, é importante avaliar também a qualidade do sono da criança, fator determinante para o bom rendimento em sala de aula.
Alguns distúrbios do sono são freqüentes na criança, em especial a apnéia do sono, principalmente entre 5 e 7 anos de idade. Esse problema pode ser uma das causas que prejudicam o rendimento escolar da criança. Nessa época do ano, com o início do segundo semestre de aulas, é muito comum a preocupação com a recuperação das notas baixas. Alguns pais incluem os filhos em aulas de reforço para intensificar os estudos. Mas é preciso verificar a razão do problema, pois em alguns casos, a má qualidade do sono pode ser a causa.
“As crianças que apresentam um baixo desenvolvimento escolar devem ser observadas pelos pais. Em alguns casos, o problema não tem a ver com a capacidade de aprendizado do aluno ou com a metodologia de ensino, mas com os maus hábitos e problemas relacionados à qualidade do sono”, explica Rosana Alves, assessora médica em Polissonografia do Fleury Medicina e Saúde.
Apnéia (interrupção da respiração, freqüentemente associada ao ronco), terror noturno (episódios de agitação intensa com movimentos bruscos, gritos e abertura dos olhos durante o sono) obesidade, irritabilidade e hiperatividade são fatores que interferem muito na qualidade do sono, principalmente do público infantil. “Hoje, o número de crianças obesas aumentou, o que gera um crescimento na má qualidade do sono, por exemplo. O problema de baixa estatura também é influenciado pela qualidade do sono, já que os distúrbios alteram a liberação do hormônio de crescimento, que ocorre normalmente durante o sono”, diz a especialista.
Segundo ela, quanto mais cedo for diagnosticado o problema na criança, maior a eficácia no tratamento e menores serão suas conseqüências. Para apontar os problemas no sono, a polissonografia é um dos métodos mais eficazes – um exame que é feito durante à noite, com o paciente dormindo, e que captam as características do sono por meio de eletrodos.
Atendimento domiciliar
O exame avalia a oxigenação no sangue, verifica as possíveis alterações nas fases do sono e detecta se há o quadro de apnéia. Um dos diferenciais do Fleury Medicina e Saúde é a possibilidade da realização do exame na casa da criança.
“Hoje o tratamento mais importante é a abordagem comportamental com mudanças nos hábitos da criança e, às vezes, na rotina da família. Somente em algumas situações se faz necessário o uso de medicamentos. A criança precisa ter disciplina, como dormir cedo, não realizar atividades agitadas antes do sono e dormir em um ambiente tranqüilo. Pequenas mudanças podem ter grande impacto neste contexto” explica a dra. Rosana.
Mais informações
A4 Comunicação
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