Radiação UV é perigo também no inverno

Nos dias mais secos da estação, índices de intensidade da radiação ultravioleta em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo                Horizonte são comparáveis aos de Salvador.

A exposição excessiva aos raios ultravioletas do Sol é um risco também durante o inverno. O alerta é do oftalmologista Newton Kara José Júnior, chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo o especialista, a população tende a não associar os dias mais frios do ano com os efeitos nocivos provocados pelo Sol, principalmente entre 10h e 16h, expondo-se mais sem proteção.

“A maior parte das pessoas não relaciona o inverno, mesmo os dias mais secos e de muito sol, com as medidas de proteção que lembramos sempre no verão, como lentes fotossensíveis com filtro para raios UVA/UVB e aplicação do protetor solar. Mas é preciso lembrar que os efeitos nocivos do sol para a visão e a pele são cumulativos, ou seja, sem proteção durante os meses de inverno, o risco é maior”, explica o dr. Newton Kara José Júnior.

Em latitudes mais baixas, próximas à linha do Equador, onde está boa parte do território brasileiro, as diferenças na intensidade dos raios UVA e UVB entre as estações do ano são bem menores que as verificadas em países como Canadá, Alemanha e Chile. Isso significa que mesmo nos meses mais frios a intensidade dos raios UVA e UVB continua alta e exige proteção. O uso de óculos com lentes fotossensíveis em todas as épocas do ano, por exemplo, ajuda a proteger contra uma série de problemas para a saúde visual e pode evitar doenças oculares a esse tipo de radiação.

De acordo com dados do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), nos próximos dias, a intensidade dos raios ultravioleta nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, exige cuidados na exposição, como uso de bonés e protetor solar. Em Belo Horizonte, a intensidade dos raios UV nas últimas semanas é tão alta quanto em Salvador, exigindo cuidados redobrados, principalmente para crianças, adolescentes e idosos.

“A exposição dos olhos aos raios ultravioleta sem qualquer proteção acelera o processo degenerativo do globo ocular. Imaginando que as pessoas não se protegem nos meses de inverno, percebemos porque é tão importante esse tipo de alerta assim como o uso de lentes fotossensíveis. Estamos falando em acelerar doenças como catarata e degeneração macular relacionada à idade. Já alertamos muito para a proteção da pele, mas esquecemos dos olhos”, avalia o especialista.

Mesmo em dias de inverno e aparentemente sem muita luminosidade, a radiação ultravioleta está presente e a recomendação dos médicos é que devemos nos proteger cada vez mais e durante todos os meses do ano, inclusive no inverno. Quanto à saúde dos olhos, o uso de lentes fotossensíveis, como as novas lentes Transitions , promovem uma proteção contra a radiação UVA e UVB, além dos benefícios de poder usar em todo e qualquer ambiente propiciando um melhor conforto visual e recomendada a todas as faixas etárias.

 

Veja abaixo os fatores que afetam a intensidade da radiação UV

* Hora do dia

A radiação UV sofre grandes variações de acordo com o horário do dia. A intensidade é menor pela manhã e fim da tarde e maior no meio do dia, principalmente entre 11h e 13h.

* Estações do ano

Latitudes mais altas, a variação da intensidade de emissão das radiações UV é maior entre as estações do ano, sendo maior no verão e menor no inverno. Isso acontece em países como Canadá, Chile e Alemanha.

Latitudes mais baixas, caso do Brasil, essa variação entre as estações do ano é bem menor. Por isso, por aqui, no inverno a intensidade da emissão dos raios UV continua tão alta quanto no verão, exigindo cuidado redobrado da população.

* Nebulosidade

Quando o céu está totalmente encoberto há redução na intensidade das radiações UV, a diminuição pode chegar a 70%. Se o dia estiver parcialmente encoberto, no entanto, a radiação pode até ser aumentada, pois a radiação difusa soma-se à radiação proveniente do Sol.

* Tipo de superfície

Na praia, por exemplo, mesmo sob o guarda-sol, a radiação UV refletida na areia pode provocar danos aos olhos e à pele.

* Refletividade (%) da radiação UV em diferentes superfícies.

(fonte: Programa Sol Amigo)

 

Informações

Tino – Projetos em Comunicação 

Regiane Monteiro/Danilo Tovo

(11) 3040-3019/9618-2298/9786-7200 

E-mail

regiane@tinocomunicacao.com.br

danilo@tinocomunicacao.com.br




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Gostei muito deste artigo. Pela primeira vez , li algo tão objetivo e abrangente, desmistificando o descuido habitual com a proteção solar nos meses frios.

O horário de 10 às 16 h refere-se ao horário de verão.

Normalmente o horário de maior risco é de 9 às 15 h que

corresponde a 12-3 e 12+3.

O risco máximo é de 11 às 13h.

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)