Prática de atividade física exige orientação especializada e disciplina

Praticar esporte ou qualquer atividade física diariamente, ou pelo menos na maioria dos dias da semana, por pelo menos 30 minutos, é o mínimo que as pessoas podem fazer para beneficiar sua saúde em diversos sentidos. Além de melhorar a aparência e o humor, o hábito é comprovadamente eficaz na prevenção e até mesmo no tratamento de inúmeras doenças.

Está comprovado que alguns males do coração, certos tipos de câncer e até o estresse podem ter solução com um estilo de vida saudável, sem tabagismo, que inclua alimentação balanceada e prática de exercícios. As atividades físicas são importantes também para os idosos, porém, sempre sob orientação médica. E não são proibidas para pacientes doentes, entretanto, deverão ser adequadas à doença e às condições clínicas de cada um.

Muitas vezes considerado normal, o estresse desencadeia ou agrava males como a hipertensão e as doenças do coração. Também contra ele, o exercício é o melhor remédio. Para os moradores das metrópoles, sempre tão agitados e apressados, vale outro alerta: a ansiedade, o excesso de trabalho, o barulho e o medo da violência levam facilmente à depressão e ao estresse.

Contudo, lembre-se sempre de que até mesmo o tão benéfico exercício pode ser prejudicial se feito sem orientação médica. Esportistas ou não, todos devemos fazer periodicamente avaliação clínica para verificar se há condições para os exercícios mais indicados, sua frequência e duração ideais. Após esta avaliação, é importante um monitoramento permanente por profissional da área de educação física.

De posse dos exames e da prescrição médica, ele poderá desenvolver individualmente o programa mais adequado e orientar o praticante a ficar atento às suas condições durante os exercícios. O acompanhamento também é essencial para que as orientações médicas sejam cumpridas e para avaliar se o organismo da pessoa está respondendo ao esporte conforme a expectativa.

Essas medidas são fundamentais para que não aconteçam fatalidades como as que assistimos esporadicamente nos noticiários esportivos. Atletas bem treinados e bem preparados têm sido vítimas de morte súbita, em campo ou nas quadras, por falta de informação ou de avaliação médica adequada. Nos mais jovens, a má formação congênita cardíaca é um dos principais problemas e deve ser diagnosticada precocemente. A anomalia pode levar, em situação de grande esforço cardíaco, à morte súbita.

A recomendação é especialmente importante para quem nunca praticou atividades físicas ou voltou a se exercitar depois de muito tempo parado. Além de intensificar problemas ligados à saúde cardíaca, a falta de avaliação médica pode levar a problemas músculo-articulares, como estiramentos e entorses. É preciso esclarecer que a prática de atividade física traz muito mais benefícios que riscos, desde que realizada de maneira segura, com acompanhamento médico e avaliação cardíaca completa.

Portanto, a regra vale para todos, do atleta de fim de semana aquele que tem o hábito de jogar uma partida de futebol com os amigos de vez em quando, e também para a gestante e o idoso. É relevante ressaltar que a idade não é um impeditivo para começar uma atividade nova, muito ao contrário. À medida que o tempo passa, maiores são os benefícios de atividades como a caminhada ou a hidroginástica.
                      

Fonte

Antônio Carlos Lopes – Professor Titular da Disciplina de Clínica Médica do Departamento de Medicina da Unifesp e presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
             

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Chico Damaso
(11) 3873.3165




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Comentários

assunto muito bom para o inter disciplinar

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