Diagnóstico precoce retarda doença renal
Exame de creatinina, que mede o funcionamento dos rins, ainda é pouco conhecido pelos brasileiros. Cerca de 70% dos doentes renais não sabem que têm o problema.
Quando o assunto é o cuidado com os rins, atenção e comprometimento tornam-se mais do que necessários. Considerado uma espécie de filtro, responsável por eliminar toxinas e regular alguns dos processos químicos do organismo, este importante órgão é freqüentemente negligenciado por boa parte da população. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia, atualmente mais de 12 milhões de pessoas apresentam problemas renais no país. Deste montante, cerca de 70% não sabem que estão doentes.
A Doença Renal Crônica (DRC), definida pela perda lenta, progressiva e irreversível das funções dos rins, tem como principais causas a diabetes e a hipertensão. A enfermidade acomete hoje mais de 500 milhões de pacientes em todo o mundo, cerca de 2 milhões somente no Brasil.
Além de seu caráter preocupante, a DRC pode originar outras complicações, sendo a anemia uma das mais importantes devido ao seu impacto na qualidade de vida e no risco de morbidade e mortalidade dos pacientes. A anemia pode ser caracterizada pela redução de eritropoietina, um hormônio produzido pelos rins que estimula a formação das células vermelhas do sangue. Tais células são responsáveis pela oxigenação dos órgãos e tecidos. Assim, as alterações no funcionamento dos rins levam a uma deficiência na produção da eritropoietina, resultando em anemia.
Estimativas apontam que mais de 70 mil portadores da DRC desenvolvem anemia renal que, quando tratada tardiamente, contribui para o aparecimento de complicações cardiovasculares, como o aumento do tamanho do coração.
Embora a doença renal crônica não apresente sintomas aparentes até que cerca de 50% da função dos rins estejam comprometidas, é importante estar alerta a certos sinais. Ardor ou dificuldade para urinar, alterações na coloração ou presença de sangue e espuma na urina, são alguns deles. Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, dores lombares, vômitos, náuseas e fraqueza também podem ser indicadores da DRC.
A melhor forma de retardar a ação desta doença, evitando o surgimento da anemia ou mesmo sua evolução, é o diagnóstico precoce. Ele pode ser obtido por um método simples, com uma amostra de sangue, que é a mesma necessária para medir a taxa de colesterol ou glicose. A análise é feita por meio do nível de creatinina; uma elevação dessa substância no organismo indica uma diminuição da função renal.
Um resultado positivo no exame de creatinina, porém, não deve ser encarado como motivo para pânico e sim como um alerta. “As terapias atualmente disponíveis, aliadas ao diagnóstico precoce, podem interromper ou modificar o progresso da doença renal e favorecem a qualidade de vida dos pacientes”, afirma a Dra. Anita Silva, gerente médica da divisão de Virologia & Nefro/Hospitalar da Roche. “É importante lembrar, porém, que seja qual for o resultado do exame o acompanhamento médico é sempre imprescindível”, conclui.
Juliana Mezzato
Assessoria de Imprensa - Roche
Máquina Comunicação Corporativa Integrada
tel.: (55) 11 3147-7454
juliana.mezzato@maquina.inf.br
www.maquina.inf.br
Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários
Nenhum comentário.
Comente este artigo