Comentário: Auto-hemoterapia – uma prática condenada
“Auto-hemoterapia – uma prática condenada”
Autor: Walter Medeiros*
Comentário:
Proibição pode ser pena de morte para muitos.
Os serviços públicos de saúde no Brasil vêm demonstrando-se insuficientes para atender às necessidades do povo, e por outro lado está difícil de combater – mesmo em serviços privados – algumas doenças que acometem parte considerável da população. Uma alternativa que vem dando certo, mas que é enfrentada de forma autoritária, vulgar e criminosa pelos Conselhos Federal e Estaduais de Medicina e pelos Governos Federal, Estaduais e Municipais, através da ANVISA e congêneres, é a auto-hemoterapia. Por conta de um parecer cheio de dúvidas e claramente tendencioso, a auto-hemoterapia está proibida, mesmo não existindo nenhuma lei que a considere criminosa ou nociva. Com isto, além de não garantir assistência médica a quem precisa, agora uma decisão administrativa autoritária começa a fazer os adeptos da referida terapia morrerem à míngua.
Para ter uma idéia do que está ocorrendo e rapidamente poderá ganhar uma dimensão assustadora, encontramos um dos adeptos da auto-hemoterapia que se pronuncia com tristeza, desolação e inconformismo com a injustiça. Tudo porque o dono de farmácia, seu amigo, que fazia as aplicações nele e em sua família, anunciou que não vai mais arriscar o seu comércio ser fechado nem quer parar na cadeia por fazer aquilo que seu coração mole permitia fazer. Desde então ele diz não a todos, sem exceção. A partir dali ele ficou sem condições de continuar o tratamento através da auto-hemoterapia, por conta de um concorrente que denunciou o fato. Aquele cidadão se diz muito revoltado, entre outros motivos, por ver a distribuição de seringas para as pessoas usarem drogas ilegais, dando como desculpa a prevenção da
AIDS. Mostra que se estivesse fazendo uso de drogas ilegais ou sendo promíscuo com suas atividades sexuais, teria apoio do Ministério da Saúde, que também distribui as camisinhas.
O parecer do Conselho Federal de Medicina sobre a prática da auto-hemoterapia, ao invés de esclarecer mostra uma série de dúvidas, mas reage cegamente à realidade atual, aonde cidadãos de todos os recantos do Brasil estão se beneficiando do tratamento, numa cruzada clandestina em defesa da própria saúde e vida. Ignorar que a auto-hemoterapia é uma questão da ordem do dia que precisa ser resolvida com responsabilidade institucional continua sendo tentativa de tapar o sol com a peneira. Na ânsia cega de condenar antes de avaliar e pensar, os Conselhos de Medicina – não os médicos, pois encontramos médicos que querem que haja um aprofundamento do estudo do assunto – talvez nem observem que a auto-hemoterapia tem tudo para se transformar em uma nova especialidade médica e a partir de então a técnica ser aplicada de acordo com protocolos cujas bases já estão praticamente estabelecidas. Vamos torcer para que as energias do universo inspirem as pessoas da área, a fim de evitar que continue sendo aplicada esta pena de morte para tantos brasileiros.
Walter Medeiros – jornalista profissional desde 1973, tendo atuado no Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Rádio Planalto, Tribuna do Norte, Rádio e TV Cabugi de Natal, entre ourtros. Correspondente da FSP no RN, entre 1979 e 1985.
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Comentários
Sou usuário da auto-hemoterapia desde 2006 visando a cura da hepatite C, contraida em data anterior a 1993. Em razão de a biópsia realizada em 2005 me classificar no estágio 1 não posso me habilitar a receber do governo o caríssimo tratamento da medicina oficial. Com a utilização da auto-hemoterapia tenho obtido paulatina, porém discreta, redução da contagem viral além do fim de uma fraqueza nas pernas que começava a preocupar. No mais, percebo um bem-estar geral que me permite recomendar aos que necessitem.

Ainda não sou usuária da Hemoterapia, por não haver encontrado na cidade de São Paulo, quem me aplia (QUE FAÇA O PROCEDIMENTO), mas, estou a procura, se puder me ajudar agradeço. Seu artigo veio corroborar ainda mais com a minha predisposição em começar essa nova terapia.
Obrigada.