Comentário 2: Auto-hemoterapia - uma prática condenada
Sua honrosa mensagem nos transmite a informação de que gostaria de publicar meu texto sobre a proibição da prática da auto-hemoterapia, mas necessita que lhes envie dados que legitimem minhas afirmações. Acrescenta que na revista VIGOR têm presenciado essa discussão entre médicos e usuários e, agora, temos um posicionamento de órgãos oficiais, como os conselhos de medicina e o ministério. Em atenção à sua mensagem, gostaríamos de fazer referência ao que pede sobre nosso artigo e em seguida apresentar uma
observação sobre o posicionamento dos conselhos de medicina e do ministério.
Peguemos nosso artigo por parte, para observar que jornalística e empiricamente chegaríamos a certas conclusões, haja vista que não se trata de artigo científico. Mas abordaremos também o aspecto científico da auto-hemoterapia, no âmbito da ação das autoridades. Permita numerar a seqüência do próprio artigo, conforme minhas afirmações:
1. Os serviços públicos de saúde no Brasil vêm demonstrando-se insuficientes para atender às necessidades do povo, e por outro lado está difícil de combater - mesmo
em serviços privados - algumas doenças que acometem parte considerável da população.
— Não é necessário pesquisar para saber que os serviços não estão atendendo à demanda da população; a não ser que o pesquisador deseje aquilatar o nível de falta de atendimento. Reafirmo que mesmo nos serviços privados são freqüentes a iatrogenia, os erros médicos e a falta de respostas para doenças para as quais a medicina não tem ainda indicação de
modo de cura (lembremos a enxaqueca, por exemplo).
2. Uma alternativa que vem dando certo, mas que é enfrentada de forma autoritária, vulgar e criminosa pelos Conselhos Federal e Estaduais de Medicina e pelos Governos Federal, Estaduais e Municipais, através da ANVISA e congêneres, é a auto-hemoterapia.
— Por quê faço esta afirmação? Porque não se pode negar o acúmulo de casos de tratamento pela auto-hemoterapia ao longo de quase cem anos, inclusive através de médicos anestesistas, que fazem uso da técnica nas salas de cirurgia. Não defendo o uso indiscriminado, mas como prática médica. O autoritarismo está na adoção de medidas sem ouvir a parte interessada, o usuário (paciente); a vulgaridade está nos termos do Presidente do Conselho Federal de Medicina ao tratar do assunto no FANTÁSTICO; e a criminosidade está na ação inconsistente dos órgãos públicos, incluindo os conselhos, que pode gerar mortes por falta do tratamento com auto-hemoterapia. A propósito, além do Dr. Luiz Moura, o Dr. João Veiga, de Pernambuco, Dr. Alex Botsaris, do Rio, Dr. Tarcísio Gurgel, do Rio Grande do Norte e Dr. Francisco
Rodrigues, também do Rio Grande do Norte, entre outros, tratam o assunto com a maior seriedade e defendem a realização de estudos e pesquisas apropriados. Entretanto, todos aqueles órgãos acima citados tratam do assunto de forma autoritária, sem considerar encaminhamentos que eles mesmos dão a assuntos idênticos de forma a atender aos interesses de todas as partes, como é o caso da Medicina Ortomolecular, que tem autorizações provisórias para o que ainda não estaria comprovado, mas apresenta evidências. Ao que parece, a auto-hemoterapia apresenta evidências suficientes.
3. Por conta de um parecer cheio de dúvidas e claramente tendencioso, a auto-hemoterapia está proibida, mesmo não existindo nenhuma lei que a considere criminosa ou nociva. Com isto, além de não garantir assistência médica a quem precisa, agora uma decisão administrativa autoritária começa a fazer os adeptos da referida terapia morrerem à míngua.
— O Parecer do CFM é realmente cheio de dúvidas e desta dúvidas tratamos em artigo que pode ser visto no link
http://www.rnsites.com.br/artigo_Natal_RN_04.htm , onde está o meu artigo “Auto-hemoterapia, uma questão de pesquisa”. É claramente tendencioso, pois se percebe em todo seu teor a posição do parecerista contrária à auto-hemoterapia. Proibiram a técnica mesmo sem existir nenhuma lei que estabeleça sua prática como ato criminoso ou ilegal, além de não ter sido narrado nenhum caso de insucesso. Por conta disso, surge a iminência da morte dos seus adeptos, haja vista que quem tinha de recorrer a profissionais de saúde para que lhe fosse realizada a auto-hemoterapia, ficou sem ter a quem procurar. Para muitos pode até surgir rapidamente uma alternativa, mas existem aqueles que realmente ficam à míngua.
4. Para ter uma idéia do que está ocorrendo e rapidamente poderá ganhar uma dimensão assustadora, encontramos um dos adeptos da auto-hemoterapia que se pronuncia com tristeza, desolação e inconformismo com a injustiça. Tudo
porque o dono de farmácia, seu amigo, que fazia as aplicações nele e em sua família, anunciou que não vai mais arriscar o seu comércio ser fechado nem quer parar na cadeia por fazer aquilo que seu coração mole permitia fazer. Desde então ele diz não a todos, sem exceção. A partir dali ele ficou sem
condições de continuar o tratamento através da auto-hemoterapia, por conta de um concorrente que denunciou o fato. Aquele cidadão se diz muito revoltado, entre outros motivos, por ver a distribuição de seringas para as pessoas usarem drogas ilegais, dando como desculpa a prevenção da AIDS. Mostra que se estivesse fazendo uso de drogas ilegais ou sendo promíscuo com suas atividades sexuais, teria apoio do Ministério da Saúde, que também distribui as camisinhas.
— Esse cidadão firmou depoimento no fórum Auto-hemoterapia (relate sua experiência) e pode ser visto no link http://inforum.insite.com.br/39550/ , juntamente com 7964 outros depoimentos registrados até este momento (21.01.2008 - 15:27h de Brasília).
5. O parecer do Conselho Federal de Medicina sobre a prática da auto-hemoterapia, ao invés de esclarecer mostra uma série de dúvidas, mas reage cegamente à realidade atual, onde cidadãos de todos os recantos do Brasil estão se beneficiando do tratamento, numa cruzada clandestina em defesa da própria saúde e vida.
— Uma leitura do Parecer mostrará que isto é uma verdade; e a cruzada clandestina surge exatamente em razão da proibição.
6. Ignorar que a auto-hemoterapia é uma questão da ordem do dia que precisa ser resolvida com responsabilidade institucional continua sendo tentativa de tapar o sol com a peneira.
— Nem precisa explicar esta parte.
7. Na ânsia cega de condenar antes de avaliar e pensar, os Conselhos de Medicina – não os médicos, pois encontramos médicos que querem que haja um aprofundamento do estudo do assunto - talvez nem observem que a auto-hemoterapia tem tudo para se transformar em uma nova especialidade
médica e a partir de então a técnica ser aplicada de acordo com protocolos cujas bases já estão praticamente estabelecidas. Vamos torcer para que as energias do universo inspirem as pessoas da área, a fim de evitar que continue sendo aplicada esta pena de morte para tantos brasileiros.
— Aqui chega a nossa observação: Superficialidade no Parecer do CFM sobre auto-hemoterapia.
A proibição do uso da auto-hemoterapia resultou do trabalho de uma única pessoa – o médico Munir Massud, que fez uma pesquisa superficial e tirou conclusões sobre o que não pesquisou. Quando o Conselho Federal de Medicina acatou o parecer, foi publicado um release anunciando: “Médicos que
praticarem auto-hemoterapia poderão ter registro cassado”. A base para essa cassação seria o parecer, que o release sintetiza da seguinte forma: “Auto-hemoterapia não tem eficácia comprovada e pode trazer danos à saúde, diz CFM”.
Sabe por quê o CFM diz isso? Porque, segundo o release, “O
material consultado foram os abstracts disponíveis na base de dados Medline, que tem 11 milhões de citações e resumos da literatura médica”.
Este documento mostra quão superficial e insuficiente foi a pesquisa realizada por uma única pessoa, que não se deu ao trabalho de ler nenhum dos materiais da base de dados de forma completa. Ou seja, 180 milhões de brasileiros estão à mercê de um trabalho incompleto. Com tanta superficialidade o CFM não questionou nada e incorporou a opinião de que “A
conclusão geral da análise é a de que ‘não existem estudos relativos à auto-hemoterapia desde a sua proposição como recurso terapêutico na primeira metade do século XX até os dias atuais’ e que ‘não há evidência científica disponível que permita a sua utilização em seres humanos’, conclui o texto”.
Numa decisão apressada, foi proibido o uso de um recurso utilizado há quase um século, ao invés de chamar à ordem os que praticam e estabelecer prazos para pesquisas, a fim de autorizar ou desautorizar definitivamente a prática, porém com dados concretos. Ao contrário do que não encontrou o médico ao pesquisar publicações em inglês, polonês, russo, alemão, chinês, espanhol, francês e italiano, se os pesquisadores forem à base de dados por ele indicada e outras, encontrarão elementos suficientes para não negar simplesmente. Para realizar um trabalho transparente perante os médicos e a
sociedade brasileira, o CFM deveria anexar ao parecer todos os abstracts pesquisados, pois neles certamente seria encontrado um bom começo para a pesquisa.
Desejo todo sucesso ao trabalho dos que fazem a Revista VIGOR.
Cordialmente,
Walter Medeiros
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Comentários
Li atentamente o trabalho do Sr. Walter Medeiros e quando ele cita a ameaça do CFM aos médicos que utilizarem tal metodo de cura, pelo fato de o mesmo não ter eficácia comprovada e que pode trazer danos à saúde, levou-me a formular o seguinte:
1)Quais são esses danos ?
2)Se o método não tem eficácia e não é nocivo â saúde, tem,inequivocamente, o efeito placebo. Portanto a proibição atende a interesses suspeitos!

parabens, esta luz não pode parar. O mundo precisa de mais adeptos convictos para desmacarar esta grande sombra que cerca a nossa rede de saude publica.