Chocolate amargo pode prevenir câncer e doenças cardiovasculares

Substâncias presentes no produto advindo do cacau fortalecem o sistema imunológico.

Apesar de ser conhecido pelo alto teor de gordura e de calorias, pesquisas recentes apontam que o chocolate, mais precisamente as composições industrializadas do produto, apresenta propriedades benéficas pouco conhecidas pela população. Além de estimular a produção de serotonina, substância responsável por combater a depressão e a ansiedade, com grande influência no humor das pessoas, o chocolate escuro e amargo, por exemplo, pode ajudar no controle da diabetes e da pressão alta, auxiliando no combate às doenças do coração e do câncer.

Pesquisadores afirmam que as substâncias chamadas flavanóides, principalmente as catequinas, presentes no produto amargo e escuro, apresentam efeitos antioxidantes, neutralizando os radicais livres que provocam danos às células e prevenindo o desenvolvimento de cânceres. Os flavanóides, no entanto, são reduzidos nas versões menos amargas de chocolate. Além disso, o chocolate rico em flavanóides  diminui a capacidade do organismo em absorver os monossacarídeos, isto é, os açucares simples, refinados, sendo importante ferramenta nos casos de diabetes.

Segundo o Dr. Durval Ribas, apesar dessas descobertas, os diabéticos devem consumir chocolates com moderação. “É recomendável uma dieta balanceada a esses pacientes, com um cardápio rico em vegetais e frutas, e pouca gordura, sal e açúcar. É importante também, a prática regular de exercícios físicos”.

Para incluir o produto na dieta é necessário reduzir a quantidade de calorias diárias consumidas. “Uma barra de chocolate de 100 gramas contém aproximadamente 520 calorias, o equivalente à uma hora praticando tênis ou vôlei. O armazenamento dessa gordura, quando não ocorre perda de energia, pode acarretar sérias complicações a longo prazo, favorecendo o surgimento de doenças cardiovasculares”, conclui o médico nutrólogo.

O consumo exagerado de chocolate, mesmo o escuro, pode levar a um significativo ganho de peso, já que o produto não está livre de gorduras, principalmente as saturadas. Especialistas recomendam um consumo máximo de 40 gramas diárias de chocolate com teor de 70% (ou mais) de cacau. E o consumidor precisa ficar atento, pois alguns fabricantes retiram os flavanóides dos chocolates para que o gosto fique mais agradável. Além disso, muitas vezes esta informação não é inserida nos rótulos dos produtos, até mesmo dos chocolates escuros.

 

Fonte

Durval Ribas – Médico nutrólogo e presidente da ABRAN.

 

Sobre a ABRAN

A ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia - é uma entidade médica científica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo de nutrientes dos alimentos, decisivos no diagnóstico, na prevenção e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano, as enfermidades nutricionais. Reúne 3.200 associados: médicos nutrólogos, cientistas, pesquisadores e profissionais na área de nutrição, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população.

 

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Comentários

Olá, vou me formar no final do ano em nutrição, e nesse semestre irei desenvolver meu tcc.(trabalho de conclusão de curso).
gostaria de uma opinião dos senhores a respeito desse assunto, pois estou com algumas dúvidas em relação ao tema que irei escolher.
Os senhores acham mais proveitoso realizar o tcc em cima dos flavonóides e doença cardiovascular ou reduzir ao chocolate e DC.

Obrigada
Jake

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