Glivec – obtenha informações

ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

Nesta quarta-feira (14/11) a ABRALE disponibilizou site e telefone para orientar pacientes de leucemia sobre medicamento com suspeita de falsificação.

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), disponibilizará seu Departamento Jurídico para esclarecer as dúvidas de pacientes sobre o Glivec 400 mg do lote Z0047 que está com suspeita de falsificação. Receberá e-mails pelo endereço abrale@abrale.org.b ou pelo telefone 0800-7739973 (ligação gratuita) ou (11) 3149-5190.

Segundo o hematologista Nelson Hamerschlak, coordenador do estudo que resultou na aprovação do Glivec para comercialização no Brasil e membro do Comitê Científico da ABRALE, a operação desencadeada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em conjunto com a Polícia Federal (PF), é de extrema importância e pode significar a preservação de muitas vidas de pacientes de leucemia. “Esse medicamento age sobre proteínas ou enzimas contidas apenas nas células cancerígenas, impedindo seu crescimento, divisão e propagação para outras partes do organismo. Trata-se de uma barreira à reprodução do tumor que está revolucionando a medicina nas últimas décadas. Tirar esse direito do paciente é crime e deve ser combatido de todas as formas”. Para o médico, o ideal é que a divulgação da suspeita seja ampla para que a sociedade possa discutir o assunto e as pessoas tomem ciência e possam identificar se estão sujeitas a esta medicação falsificada. “É fundamental que a o governo coíba esse tipo de crime que ameaça a saúde e até mesmo a vida de milhares de pacientes”.

Segundo o especialista, caso o paciente tenha tomado o medicamento falsificado e identificado logo em seguida, não há riscos tão graves. Com o tempo, caso continue tomando o remédio, o paciente não conseguirá sustentar os mesmos resultados citogenéticos e/ou sangüíneos em seus exames de controle da leucemia. “Em última instância, a doença pode voltar e progredir para uma fase mais crônica, o que representará risco de vida a esse paciente. Em qualquer um desses casos, é importante procurar o médico, que saberá a melhor forma de proceder”.
               

Uma das primeiras pacientes que tomou Glivec 

Uma das primeiras pacientes de leucemia que tomou o Glivec, Itaciara Monteiro Coelho, que hoje trabalha na ABRALE e cursa faculdade de Propaganda e Marketing, a notícia da suspeita de falsificação do remédio foi um choque. “Esse remédio nos trouxe a nossa vitória esperança  em acreditarmos que iremos sobreviver por mais tempo. Espero que as autoridades consigam resolver o quanto antes esse problema e nos traga a paz  e a informação para todos os pacientes a respeito do nosso milagroso remédio”.

Até os 15 anos, Itaciara sofreu todos os efeitos colaterais do tratamento, que nessa época chegaram ao auge, com uma forte quimioterapia que teve de receber, pois sua situação tinha se agravado. Os efeitos foram tamanhos que Ita passou três meses no hospital se recuperando. Para sua alegria e de sua mãe, que esteve o tempo todo ao seu lado, nesse mesmo ano de 2001, seu pai lera sobre estudos clínicos para uma nova droga de combate ao câncer, que estavam acontecendo no Hospital Israelita Albert Einstein, sob coordenação de um dos mais renomados hematologistas do país, o dr. Nelson Hamerschlak.

Itaciara foi a primeira menor de idade brasileira a testar os “milagrosos” comprimidos, que hoje são vendidos no mercado como Glivec. Sua vida mudou para muito melhor: “Apesar de sentir câimbras, calafrios, dor de estômago e um pouco de tontura, essas reações não se comparam à dor e o sofrimento ocasionados pela quimioterapia anterior”.

Em apenas dois meses de uso do Glivec, ainda nas fases experimentais, a porcentagem de células malígnas em seu organismo baixou de 78 para 35%. Em seis meses, Ita já conseguia negativar a doença, que se mantém nesse quadro até hoje, seis anos após o início do tratamento com a terapia-alvo. Isso significa que não foram mais detectadas as alterações genéticas características da leucemia mieloide crônica (presença do cromossomo philadelphia), o que é chamado pelos médicos de remissão citogenética.

“Eu tenho sorte de conseguir me manter estável só com o Glivec, pois alguns amigos criaram resistência ao medicamento e hoje têm de combiná-lo com seções de químio. Mas, ainda assim, considero esse medicamento como um divisor de águas no tratamento de câncer” – afirma a amazonense, que trabalha em prol de outros pacientes na ABRALE.

 

A Novartis divulgou dicas que podem ajudar os pacientes a identificar a falsificação.

a. Caso o paciente e ou cliente tenha em mãos o produto do referido lote, algumas providências devem ser tomadas para diferenciar o produto original do falsificado:
  1. ‘Raspe Aqui’: todas as caixas de medicamentos Novartis têm um espaço ‘Raspe Aqui’ para comprovação da origem e qualidade do medicamento. É necessário raspar com um material metálico, como moeda, no local indicado na lateral da embalagem. Ao raspar, aparecerá a inscrição ‘Qualidade Novartis’, o que certifica que o medicamento é original. As caixas do lote falsificado não apresentam a inscrição ‘Qualidade Novartis’, quando raspado o local indicado;
  2. Comprimidos: cada comprimido de Glivec® tem uma gravação que valida sua fabricação pela Novartis. De um lado está gravada a sigla NVR, e do outro a sigla ‘SL’. Os comprimidos falsificados não possuem as siglas.
                

Fonte

ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia
www.abrale.org.br
                  

*****
                                    

Assessoria de Imprensa: Ricardo Viveiros – Oficina de Comunicação

Jornalista responsável: Bernadete de Aquino (MTb 23.730) – Bernadete.aquino@viveiros.com.br

 (11) 3675-5444




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Veja se interessa.

Meu esposo, Sérgio Franco, 46 anos, portador de LMC, vem em uso do GLIVEC , pouco mais de um mes.Há uma semana apresenta tontura,náuseas, calafrios, discreta elevaçao da temperatura no período noturno,mialgia,artralgia, e uma dor interna nos MMII e MMSS que o mesmo caracteriza como dor óssea. Gostaria de saber se sao efeitos colaterais da medicaçao, ou complicaçoes da patologia. Como posso ter informaçoes mais atualizadas da doença, LMC,e seu tratamento.
Seu irmao é compatível para realizaçao do TMO. Como posso entrar em contato com Centros no Brasil que realizam TMO.
Grata pela atençao¡

Oi,
Meu Noivo fez o miolograma e constatou a LMC, mas conforme a médica o medicamento só chega daqui a 30 dias o que podemos fazer para conseguir este medicamento que é tão caro? Existe outra forma? Vocês podem me da uma Luz?

Késsia

Este site é realmente muito importante , mas na verdade estava pesquisando na internet uma forma de conseguir este medicamento de forma mais reduzida no preço. Ou até mesmo uma maneira de conseguir que seja formecido pelo governo federal. Pois meu irmão está com cancer e faz uso dele. E seu preço comercial é de 9.000,00 reais.
Se alguem puder nos ajudar, com alguma informação ficarei muito agradecida.

Késsia, você já deve ter descoberto isso, mas estou lendo agora e vou responder. A secretaria de saude de onde você mora fornece este medicamento de graça. Você procura um posto de saude para tratamento de câncer e o paciente precisa ir uma vez por mês para uma consulta e com a receita do Glivec, ele receberá quantidade de comprimidos para o periodo.

tive cancer de mama e este ano completa grças a Deus 5 anos de tratamento. Faça tratamento pelo SUS mas no inicio me senti totalmente abandonada, sem uma assistencvia medica adequada, sem informação até que comecei fazer um cuurso de computação para inteirar-me do assunto CANCER que é aterrorizador. Hoje 22/02/2011 li no jornal sobre o Glivec e fui pesquisar na internete. Achei os artigos muito esclarecedores e gostaria de receber informações novas se possivel. Grata ivaldete

Trabalhei muitos anos na Saúde Pública de Brasília, sei que o Serv.de Saúde Pública fornece medicações de alto custo. Deve insistir com seu médico para que preencha certos formulários para ter direito de buscar os medicamentos de alto custo nas Farmácias da Saúde Pública, oriente~se bem na sua cidade ou contate o Ministério da Saúde pois é um direito assegurado por lei e muitas pessoas fazem uso deste recurso gratuito.

Ola, adorei ler o artigo.
Vejo que o artigo é um pouco antigo, muita coisa deve ter mudado, mas o preço so tem aumentado.
Posso conseguir ele de graça na rede pública?
Mora em Goiânia, e minha namorada está com LMC, e não temos condições de comprar este medicamento.
Anderson Luiz

faço tratamento leucemia mialoide cronica tomo glivec de dezembro de 2002 quase não sinto efeito colateral hoje estou bém.

Os comentários estão encerrados.