Até quando é possível adiar a maternidade

5 considerações sobre o adiamento da maternidade.

São muitos os fatores envolvidos na decisão de adiar a maternidade: a estabilidade profissional, a espera por um relacionamento estável, o desejo de atingir segurança financeira, ou, ainda, a incerteza sobre o desejo de ser mãe.

O adiamento da gravidez é uma escolha comum das mulheres, nos dias de hoje. O número de grávidas ou mulheres tentando engravidar na faixa entre 30 e 40 anos tem aumentado nos últimos anos. Pelo menos 20% das mulheres aguardam até os 35 anos para iniciar uma nova família. “Entretanto, é importante alertar estas mulheres sobre as conseqüências desta decisão: a idade pode afetar sua capacidade de conceber. É também importante informá-las sobre os tratamentos disponíveis que podem ajudá-las a engravidar, quando elas decidirem que o melhor momento chegou”, afirma o especialista em Reprodução Humana, Joji Ueno (CRM-SP 48.486), diretor da Clínica Gera.

1) Queda natural da fertilidade

A queda na fertilidade com o avanço da idade é um fato biológico. Estima-se que a chance de gravidez por mês é de aproximadamente 20% nas mulheres abaixo de 30 anos, mas de apenas 5% nas mulheres acima dos 40. Mesmo com os tratamentos para infertilidade, como a fertilização in vitro, a fertilidade diminui e as chances de um aborto espontâneo aumentam após os 40. “Há várias explicações para esse declínio de fertilidade: condições médicas, mudanças na função ovariana e alterações na liberação dos óvulos pelos ovários”, afirma Joji Ueno. Exames de fertilidade, como a histerosalpingografia ou a laparoscopia, podem ser requisitados para diagnosticar algumas dessas condições.

2) Alterações nos ovários

“Devido a algumas doenças que podem causar a infertilidade em casais acima de 40 anos, a queda nas chances de engravidar é mais freqüente devido às mudanças naturais que ocorrem nos ovários da mulher”, explica o Dr. Joji Ueno. Quando a mulher atinge a menopausa, que normalmente ocorre entre os 40 e os 56 anos de idade, há apenas alguns óvulos remanescentes. Esses óvulos restantes geralmente não respondem bem às secreções de FSH e LH da hipófise e os níveis desses hormônios na corrente sangüínea aumentam no intuito de estimular os ovários. Um nível elevado de FSH no sangue no terceiro dia do ciclo menstrual sugere que o ovário não está respondendo normalmente aos sinais da hipófise. “Essa falta de resposta ovariana é uma evidência indireta de baixa qualidade do óvulo. A diminuição da resposta do ovário ao FSH e LH da hipófise resulta em uma baixa no estrógeno e na progesterona produzidos pelo ovário”, explica o médico, que coordena do curso de Especialização em Medicina Reprodutiva, ministrado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

3) Envelhecimento dos óvulos

À medida em que a mulher envelhece, os óvulos remanescentes também envelhecem, tornando-se menos capazes de serem fertilizados pelos espermatozóides. “Outro fator a ser ponderado é que a fertilização desses óvulos está associada a um risco maior de alterações genéticas. Por exemplo, alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down, são mais comuns em crianças nascidas de mulheres mais velhas. Há um aumento contínuo no risco desses problemas cromossômicos conforme a mulher envelhece”, afirma Joji Ueno. Quando os óvulos com problemas cromossômicos são fertilizados, eles têm uma possibilidade menor de sobreviver e crescer. Por essa razão, mulheres que estão acima dos 40 têm um risco aumentado de abortos espontâneos também.

4) Necessidade de acompanhamento médico

Quando uma mulher com a idade mais avançada decide engravidar, é importante que ela procure o aconselhamento médico. Se o médico identificar qualquer problema físico que possa afetar suas chances de engravidar, ou se ela estiver tentando conceber por mais de 6/12 meses, ela deve procurar um especialista de infertilidade. Atualmente, o tratamento da infertilidade encontra muitas opções terapêuticas no Brasil. Muitas vezes, a gravidez é obtida com condutas mais simples que a reprodução assistida. Entretanto, algumas vezes nenhum problema específico é identificado por meio dos exames e a infertilidade é inexplicada. “Na presença de infertilidade inexplicada ou quando os tratamentos convencionais fracassam, tratamentos avançados de infertilidade, tais como a superovulação com inseminação intra-uterina programada (SO-IUI) ou a fertilização in vitro (FIV) podem ser sugeridos, informando à paciente que, assim como em qualquer outro tratamento, a idade afeta as chances de gravidez”, diz o Dr. Joji Ueno.

5) Aparecimento de doenças crônicas

Mulheres portadoras de doenças crônicas, tais como pressão alta e diabetes, também merecem atenção especial e aconselhamento do obstetra ou neonatologista, antes de tentar a gravidez. “Estes profissionais podem fornecer informações quanto ao curso da gravidez para uma mulher com tal condição médica. É importante que essas doenças estejam bem controladas antes da tentativa de engravidar”, ressalta o especialista em Reprodução Humana. Mesmo sem apresentar pressão alta e diabetes pré-existentes, essas condições se desenvolvem mais comumente em mulheres que concebem após os 35 anos. Como resultado desse risco aumentado, exames e monitoramento especiais podem ser recomendados durante a gravidez.

 

Serviço:

Clínica GERA

Rua Peixoto de Gomide, 515

Conjuntos 11 e 12

São Paulo- SP

Atendimento: de segunda a sexta-feira

Horário: entre 09:00 e 19:00

Telefone: (11) 3266 7974

Homepage: www.clinicagera.com.br

E-mail: gera@gerasp.com.br

 

Informações: 

Excelência em Comunicação
Márcia Wirth
Tel: (11) ) 37913597/9394 3597
E-mail: wirthmarcia@uol.com.br

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