Co-infecção: AIDS e Hepatite C
Entenda a infecção por duas das enfermidades que mais fazem vítimas em todo o mundo.
As duas enfermidades que mais preocupam especialistas em saúde, AIDS e Hepatite C, fazem milhares de vítimas fatais a cada ano. Ambas são causadas por vírus e infectam hoje cerca de 240 milhões de pessoas em todo o mundo. Se isoladas já representam riscos para seus portadores, mobilizando esforços internacionais em ações para prevenção e tratamento, a co-infecção HIV/HCV – a contaminação de um mesmo indivíduo pelas duas moléstias – merece atenção redobrada. Atualmente, estima-se que mais de 10 milhões de pacientes estejam co-infectados em todo o planeta.
Estudos realizados pelo Center for Diesease Control (CDC) – órgão do governo norte-americano para controle de doenças -, apontam que somente nos Estados Unidos são registrados 40 mil novos casos de co-infecção a cada ano. No Brasil, cerca de 30% dos pacientes com HIV são também portadores do vírus HCV. “Os pacientes co-infectados apresentam mais chances de não tolerarem a medicação (coquetel) contra o HIV”, alerta Rafael Sani Simões, especialista em doenças infecciosas e gerente médico da farmacêutica Roche.
Para impedir o avanço das duas doenças e evitar o comprometimento do fígado e de outros órgãos, é imprescindível contar sempre com o acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento indicado para as enfermidades.
Recentemente, um grupo de 11 renomados especialistas na área da infectologia reuniu-se para consolidar estudos em busca de novidades sobre a terapia para os co-infectados. Como resultado, os profissionais estabeleceram que a administração combinada de interferon peguilado alfa-2a e dosagens de ribavirina entre 1.000 e 1.200 mg/dia, durante o período mínimo de 48 semanas é, atualmente, o tratamento mais avançado para o controle da co-infecção.
A adoção e a correta administração dos medicamentos é fundamental para otimizar as chances de boas respostas de ambos os tratamentos. Além disso, a terapia adequada da hepatite C pode levar a uma resposta virológica sustentada, que é a eliminação do vírus HCV do sangue dos pacientes e que, hoje, é entendida como a cura para esta doença. Desta forma, a eliminação desse vírus promoverá uma melhora na qualidade de vida de indivíduos portadores do HIV, resultando assim, em uma maior eficácia no combate à AIDS.
Juliana Mezzato
Assessoria de Imprensa – Roche
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