SILOMAT e SILOMAT PLUS - medicamentos retirados do mercado

São Paulo, 31 de Agosto de 2007.

A Boehringer Ingelheim decidiu voluntariamente retirar do mercado mundial seus medicamentos à base de Cloridrato de Clobutinol (comercializados no Brasil como medicamento isento de prescrição sob as marcas SILOMAT® e SILOMAT® PLUS), indicados para o tratamento da tosse não produtiva.

Esta decisão, já comunicada à ANVISA, foi tomada após a realização de estudos que indicaram o risco - ainda que baixo - de arritmia cardíaca durante o período de utilização do medicamento. Embora não tenha sido reportada nenhuma ocorrência grave desde o lançamento do produto no mercado mundial - há mais de 40 anos - a Boehringer Ingelheim, levando em consideração a indicação e disponibilidade de alternativas terapêuticas, tomou esta decisão como medida de precaução e segurança de seus pacientes.

De acordo com o vice-chairman do Conselho Diretivo da empresa e responsável por pesquisa, desenvolvimento e medicina, Dr. Andreas Barner, a decisão voluntária da retirada do produto do mercado mundial foi tomada com base na proteção do consumidor. “Nos vemos sempre na obrigação de levar em consideração novas informações e tomar atitudes responsáveis para minimizar e evitar qualquer risco para os pacientes”, afirma o Dr. Barner.

Como a substância não é mais protegida por patente, existem no mercado outros medicamentos disponíveis à base de Clobutinol, pelos quais a Boehringer Ingelheim não é responsável. “Os pacientes que hoje fazem uso do SILOMAT® ou SILOMAT® PLUS devem buscar orientação médica ou farmacêutica para opções adequadas de tratamento” informa o diretor médico cientifico da Boehringer Ingelheim no Brasil, Dr. José Carlos Breviglieri. Ainda segundo ele, os efeitos adversos do Cloridrato de Clobutinol são passageiros, ou seja, desaparecem com a suspensão do uso do medicamento. “Pacientes que utilizaram o Clobutinol não devem se preocupar, pois não há riscos de possíveis efeitos adversos após a descontinuidade de uso do medicamento”, afirma Dr. Breviglieri.

Com esta medida a Boehringer Ingelheim cumpre o seu compromisso permanente com a saúde e o bem estar das pessoas, e informa que irá recolher todos os produtos em toda a cadeia de distribuição chegando até os consumidores. Os procedimentos para a devolução serão divulgados em breve. Mais informações podem ser obtidas no SAC da Empresa no tel. 0800 7024170.

SILOMAT está no mercado mundial desde 1961 e foi lançado no Brasil em 1967, tendo sido usado ao longo deste período por mais de 200 milhões de pacientes em todo o mundo com boa tolerância e alto perfil de segurança.

Sobre a Boehringer Ingelheim

A corporação Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais companhias farmacêuticas do mundo. Com matriz em Ingelheim, Alemanha, opera globalmente com 137 afiliadas em 47 países e 38.400 funcionários. Desde sua fundação em 1885, a empresa familiar é comprometida com a pesquisa, o desenvolvimento e a comercialização de produtos de alto valor terapêutico para a medicina humana e a animal.

Em 2006, a Boehringer Ingelheim registrou vendas líquidas de ? 10,6 bilhões, dos quais investiu aproximadamente um quinto das vendas líquidas de seu maior segmento de negócios de medicamentos sob prescrição médica em Pesquisa & Desenvolvimento.

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Comentários

Então quer dizer que durante 40 anos que o produto ficou disponível no mercado, todos que usavam o produto Silomat ou Silomat Plus poderiam estar correndo o risco de arritmia cardíaca, e isso jamais causou preocupação na empresa.
Porque só agora se tomou essa decisão?
Infelizmente ainda temos que ouvir esse discurso de proteção ao consumidor.
Não acredito que uma empresa de pesquisa como é o caso da Boehringer, tenha deixado passar 40 anos para se tomar a decisão de retirar um produto do mercado por causa de seus efeitos colaterais, ou ainda,porque se demorou tanto para chegar a essa conclusão? Penso que essa decisão tenha muito mais motivo comercial do que propriamente pelo que está sendo alegado.

Realmente o comentário acima, do Sr. Mario Maciel, é totalmente pertinente!
Como sempre vivemos sob o descaso de tudo que se relaciona a saude, em detrimento das multinacionais.
Meu pesar, é que não existe medicamento similar, e nem se preocuparam em pesquisar sobre isso, pois contudo era realmente eficiente. Acho que deveriam investir num similar aprimorado que não tivesse tantos efeitos colaterais.

Bem, fiquei estarrecida ao ler a matéria, pois no dia 17/10/2008, estive em consulta no HSPM e o médico prescreveu essa medicação. Será que esse médico está atualizado e ciente de que esse medicamento foi recolhido???fiquei tão preocupada….em quem confiar????

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