Boa notícia no combate à Hepatite C

Doença, que atinge mais de 3 milhões de brasileiros, já pode ser curada.

A cura para a hepatite C, doença que acomete atualmente cerca de 3 milhões de pessoas no país, já pode ser considerada uma realidade. A enfermidade, principal causa de transplantes de fígado no mundo, é vista como uma questão de saúde pública e infecta até cinco vezes mais que a AIDS. Um estudo recente, do Virginia Commonwealth University Medical Center – EUA, apontou que o tratamento com a combinação de dois medicamentos – o interferon peguilado alfa-2a (Pegasys) e a ribavirina – promove a eliminação do vírus da Hepatite C (HCV) do sangue dos pacientes até 7 anos após o final da terapia.

A boa notícia foi anunciada com a conclusão de análises realizadas com 997 pacientes que eliminaram o vírus do sangue no final do tratamento e se mantiveram desse jeito seis meses após a retirada dos remédios. Essa situação é chamada pelos médicos de “resposta virológica sustentada” e é o melhor indicador do sucesso do tratamento.  Destes 997 pacientes que obtiveram a resposta positiva, 99% se mantiveram assim mesmo após sete anos sem uso de qualquer medicação. Portanto, isso pode se entendido como a cura da doença.

O vírus da hepatite C é transmitido pelo contato com sangue contaminado. As formas mais comuns de contágio são o uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas e manipulação com material contaminado que corte ou fure a pele, como lâminas, bisturis, alicates e agulhas. Por ser silenciosa, já que raramente apresenta sintomas, a doença pode evoluir para quadros mais graves, como câncer e cirrose, sem que o paciente perceba o risco que ela representa para sua saúde.

No Brasil, quase 90% dos infectados não sabem que estão com a doença. As pessoas que receberam sangue antes de 1993 têm grandes riscos de estarem contaminadas e não terem conhecimento. Antes desse período, o sangue destinado às transfusões não era analisado em relação ao vírus da hepatite C, pois não se conhecia completamente essa forma de hepatite. Segundo Estimativas da Organização Mundial da Saúde, a doença atinja hoje cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo.

Nada impede que o portador da hepatite C possa ter uma vida normal. A doença tem grande chance de cura. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Dos 80% restantes, aproximadamente dois terços, quando tratados corretamente, são curados. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para que o paciente recupere sua saúde.

 

Mais informações sobre a doença no site www.hepatitec.com.br 

 

QUIZ – Faça o teste e veja se você corre algum risco de ter a hepatite C!
 

1. Recebi transfusão de sangue ou derivados (plasma, fatores de coagulação ou plaquetas) antes de 1993;

2. Já usei medicamentos injetáveis (na veia ou no músculo) antes de partidas de futebol (exemplo de medicamento: gluconergan®);

3. Tenho costume de compartilhar alicates de unha;

4. Tenho costume de compartilhar escovas de dente;

5. Tenho costume de compartilhar lâminas de barbear;

6. Realizei um piercing e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas;

7. Realizei uma tatuagem e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas;

8. Realizei uma tatuagem ou um piercing há mais de 10 anos;

9. Fiz acupuntura e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas;

10. Já usei ou uso drogas injetáveis (cocaína);

11. Já usei ou uso drogas inalatórias (cocaína ou crack);

12. Sou profissional da saúde ou bombeiro ou policial e já tive contato com sangue de alguma pessoa sem tomar as devidas precauções;

13. Minha mãe teve ou pode ter tido hepatite C quando eu nasci.

Caso você tenha assinalado um ou mais quadrinhos, é importante que você converse com o seu médico e avalie a necessidade de solicitar o teste anti-HCV, que pode informar se você teve ou não contato com o vírus da hepatite C. É ideal que você procure algum especialista em hepatites (gastroenterologista, hepatologista ou infectologista).

 

Fonte

Rafael Sani Simões – Médico formado pela Faculdade de Medicina de Marília e especialista na área de doenças infecciosas e parasitárias. É gerente médico da Roche, responsável pelo Pegasys (Alfapeginterferona-2a), medicamento para Hepatites B e C.

 

*****

 

Juliana Mezzato
Assessoria de Imprensa – Roche
Máquina Comunicação Corporativa Integrada
(55) 11 3147-7900 ramal 8004
(55) 11 8117-7220
juliana.mezzato@maquina.inf.br
www.maquina.inf.br




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

tenho um irmao, com hepatite c e gostaria ou melhor preciso de mais informaçao sobre este novo tratamento.
obrigada

Neire

Alguém na minha família está com hepatite c com dados de limite de detecção 84. Isso é grave? Pode ser tratado? de que forma? Por favor responda meu questionamento, estamos preocupados.

Grato.

tenho hepatite c e queria que vcs me ajudassem o fazer o tratamento pois estava lendo essa reportagem e achei super interessante. meu end. para correspondencia correio e agro maquinas ouro preto- rua ana nery ao lado da ceron. Sou muito grato no que vcs puderem me ajudarem.

OLA.. SOU NICE. HJ PEGUEI MEU RESULTADO DE HEPATITE C , DEU 99,62. E FIZ OUTRO PARA CONFIRMAR . ISSO É GRAVE???

Pode fazer o tratamento com este medicamento,pelo sus ?

aguardo mais noticias sobre hepatite c.obrigada.

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)