Cistites de repetição: as mulheres são as maiores vítimas da doença

Uma em cada quatro mulheres vai ter cistite no decorrer da vida. Nos homens, a doença é mais rara.

Dor, ardor para urinar e a necessidade freqüente de urinar eliminando apenas uma pequena quantidade em cada micção. Em alguns casos, a paciente pode urinar sangue ou apresentar também dor na pélvis. Estes são os sintomas mais comuns da cistite, infecção da bexiga causada pela presença de uma bactéria nas vias urinárias. “A associação entre a anatomia feminina, vida sexual ativa, predisposição genética e o uso de espermicidas são as causas para explicar a prevalência das infecções urinárias nas mulheres”, afirma o urologista Ricardo Felts de La Roca.

Segundo o médico, uma em cada quatro mulheres vai ter cistite no decorrer da vida. Nos homens, a doença é mais rara. “A maior incidência do problema entre as mulheres relaciona-se com a questão anatômica do corpo feminino. A mulher tem a uretra muito mais curta que o homem e bastante próxima do intróito vaginal e do ânus, o que favorece a infecção por bactérias que colonizam a região perineal”, explica o urologista.

Outro motivo para o aparecimento da doença é a predisposição genética. Algumas mulheres seriam mais susceptíveis às cistites porque possuem alterações nas células que revestem o tecido urinário e menor capacidade para prevenir infecções. “O uso de espermicidas é apontado também como desencadeador da infecção urinária na mulher, porque estes produtos alteram o pH vaginal, aumentando a probabilidade de infecções vaginais que podem ascender para a bexiga”, diz o médico.

O Dr. Ricardo Felts explica que, diferentemente das uretrites, as cistites não são transmitidas sexualmente, tanto que a infecção pode acometer crianças, ou mulheres idosas. Embora o pico da infecção ocorra em mulheres jovens, entre 30 e 40 anos, que estão no auge de sua vida sexual, a incidência de cistites é alta em idosas também. “Nas mulheres que já estão na terceira idade, a incidência da cistite aumenta, devido às alterações hormonais provocadas pela menopausa. Alterações neurológicas que podem surgir após acidentes vasculares cerebrais em homens e mulheres idosos, também influem neste processo. Muitos pacientes desta faixa etária apresentam  limitações que favorecem o aparecimento de infecções urinárias,  como os que também têm incontinência urinária e fazem  uso de fraldas geriátricas e permanecem muito tempo no leito”, afirma o especialista, que também é assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina de Paris V – Hospital de la Pitié-Salpetrière.

 

Cuidados com a paciente grávida

Grávidas também apresentam grande predisposição às infecções urinárias, mas o tratamento da cistite, na grávida, tem que ser rigorosamente monitorado em relação aos remédios, pelos efeitos que estes podem causar sobre o feto. Em pacientes grávidas com cistite, o pré-natal deve incluir exames de elementos anormais e sedimento de urina (urina tipo I), valorizando-se leucocitúria e, secundariamente, hematúria, a cultura de urina e o teste de sensibilidade a antimicrobianos (antibiograma). “Isto porque a morbidade e o possível agravamento da infecção exigem um controle mais rigoroso do tratamento, da evolução e da cura”, afirma o médico. Nos casos com cura clínica, nova cultura de urina deve ser realizada, uma a duas semanas após o término do tratamento. Novas culturas devem ser realizadas, mensalmente, até o parto.

O tratamento das infecções urinárias é feito com antibióticos ou quimioterápicos. “Mulher jovem com os sintomas clássicos de cistite sem complicações, basta a história clínica da paciente para indicar três dias de antibiótico. No entanto, grávidas e pacientes que vão passar por instrumentalização cirúrgica, têm cálculo renal ou apresentam sinais de que a infecção está ascendendo e suspeita de pielonefrite, devem ser tratadas por mais tempo”, explica o urologista. “A pielonefrite costuma provocar dor nas costas, na altura dos rins, febre alta, calafrios, toxemia. Com pielonefrite, o repouso é necessário, pois este é um quadro clínico mais grave e que requer mais  atenção”, observa o Dr. Ricardo de La Roca.

Nas infecções recidivantes, pode ser prescrito o mesmo tratamento por três dias, sendo que o uso profilático de antimicrobianos, por um longo período de tempo, pode ser recomendado, pois tem por finalidade reduzir a freqüência das recorrências. “Está recomendado também para a mulher que apresenta dois episódios de infecção urinária sintomática, no período de um ano, um estudo completo das vias urinárias para se detectar a presença de uma causa que justifique estas infecções, como por exemplo: baixa taxa hormonal, tuberculose genito-urinária, cálculos renais, divertículos de bexiga ou da uretra, mal formações das vias urinárias, ptose renal, dentre outras tantas possibilidades”, diz  o urologista.

 

Ricardo Felts de La Roca - O urologista dirige a Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, Mestre em Cirurgia Geral pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O médico também é assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina de Paris V – Hospital de la Pitié-Salpetrière, fellow do Colégio Internacional dos Cirurgiões e Membro Correspondente da Associação Americana de Urologia e da Associação Francesa de Urologia.

 

 

Seerviço:

Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca

Endereço: Alameda Lorena, 131.

Conjuntos 85 e 87.

Jardim Paulista

São Paulo-SP

Atendimento: De segunda a sexta.

Horário: 08h30min às 19h00min horas.

Telefone: (11) 3053-6960 / 3053-6961.

 

Informações: 

Márcia Wirth
Excelência em Comunicação
Tel: (11) 5041-6827/9394-3597
E-mail: wirthmarcia@uol.com.br

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Comentários

gostaria de saber se tem algum remedio para a cura de litise renal de repetiçao
obrigado

gostaria de saber se a cistite de repetição é mais comun nas pessoas que tem duplicidades de ureter lado esquerdo….qual o tratamento adequado…
obrigado

Gostaria de saber o que é cistite cronica e como posso tratá-la.obrigado.

Gostaria de saber o que devo fazer ao descobrir a doença e como curar ja que nunca tive e é a minha primeira vez..
Desde ja grata!

Estou com cistite crônica a uns 2 anos, trato com aplicação de óleo na bexiga, mas ainda não obtive um bom resultado, estou tomando remédios pela segunda vez, gostaria de ter mais informações sobre a questão da aplicação de óleo, e seus resultados.

Gostaria de saber se cistite se transmite atraves de toalhas compartilhadas e em roupas de pessoas acometidas com a infeçção lavadas juntamente com pessoas saudaveis. Compartilhando o mesmo vaso sanitário residencial é possivel adquirir a bacteria?

Fiz uma cirugia para levantar a bexiga a uns 3 anos atrás, depois disso comecei a sentir um ardor e a micção ñ dimnuiu, resumindo essa cirurgia ñ adiantou de nada, voltando ao médico ele constatou que agora tenho cistite, gostaria de saber se tem cura pq minha vida ñ esta muito boa

Olá! Estou a 3 anos com cistite crônia, mas só me da nos periodos entre setembro até dezembro de cada ano (1x em cada mês). Já tomei vários antibióticos e até fiz tratamento de 6meses com macrodantina, mas estou novamente com cistite. Não aguento mais, e gostaria de saber se existem tratamentos para a cura???

Bom dia,

Gostaria de saber qual remédio comum eficaz, que eu possa adquirir em qualquer farmácia, mais indicado para essa infecção (cistite) e se a infecção causa coceira na região vaginal e no período menstrual esse problema se agrava?
Grata pela atenção

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