Antes de viajar previna-se contra a Hepatite B
A mais perigosa das hepatites virais é transmitida por um microorganismo, que tem capacidade de contágio cem vezes superior a do vírus da Aids.
Malas prontas, revisão do carro feita, documentos em ordem, passagens na mão. Tudo pronto para as férias de verão. Ou melhor, quase tudo. Para quem quer aproveitar este período de descanso para namorar bastante com segurança o ideal é tomar medidas preventivas para ficar longe das doenças sexualmente transmissíveis, principalmente da hepatite B, a mais perigosa das hepatites virais. Mais de 1,5 milhão de pessoas morre anualmente por causa das complicações desta doença.
A hepatite B é uma inflamação no fígado causada pelo vírus VHB – um microorganismo, cuja capacidade de contágio é cem vezes superior à do vírus da Aids. A transmissão ocorre pelo contato com o sangue e as secreções corpóreas de uma pessoa infectada. Em regiões com prevalência de hepatite B considerada intermediária e baixa, mais de 50% dos casos de infecção resultam de contatos sexuais. A mulher infectada pode contagiar o filho durante o parto. O uso compartilhado de seringas e injeções contaminadas e as transfusões de sangue contaminado contribuem para a disseminação do vírus. O VHB pode ser transmitido por objetos cortantes – como alicates de unha, lâminas usadas por barbeiros, tatuagens, piercings – e até o uso compartilhado de escovas de dente.
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 2 bilhões de pessoas já tiveram contato com o vírus da hepatite B. Deste total, 350 milhões tornaram-se portadores crônicos da doença – cerca de 5% da população mundial. De 30 a 50% dos doentes crônicos vão desenvolver câncer de fígado ou cirrose hepática.
Os sintomas da hepatite B são mal-estar, febre, diarréia, vômito e icterícia (pele e olhos amarelados) que surgem, em média, 120 dias após o contágio. Entretanto, há casos de pessoas que manifestam a doença de 45 dias até seis meses após a exposição ao vírus. Dos adultos infectados, entre 90 a 95% se recuperam totalmente da doença. Menos de 1% desenvolve uma forma aguda da doença, a hepatite fulminante, que provoca hemorragia em vários órgãos e pode levar o indivíduo à morte. De 5 a 10% dos adultos infectados não conseguem eliminar o vírus após seis meses, tornando-se portadores crônicos. Já a situação é mais grave para os recém-nascidos, filhos de mães portadoras do vírus. Se não foram vacinados nas primeiras 12 horas de vida, 70 a 90% deles têm chances de se tornarem doentes crônicos.
MAL SILENCIOSO E A VACINA
A hepatite B é considerada um mal silencioso, porque nem todos que contraem a doença apresentam sintomas. A maioria das crianças infectadas é assintomática. Já pouco mais de 50% dos adultos apresentam sinais da doença. “Por isso, uma pessoa pode ser portadora crônica do vírus sem saber e, conseqüentemente, corre o risco de contaminar outros ao seu redor”, afirma o Dr. Marco Aurélio Sáfadi, professor-assistente de Infectologia Pediátrica da Faculdade de Medicina da Santa Casa.
A prevalência da hepatite B no Brasil varia de acordo com a região. O Ministério da Saúde registra alta endemicidade da doença no sul do Espírito Santo, oeste do Paraná, nordeste de Minas Gerais e sudeste do Pará. A incidência é considerada moderada no oeste de Santa Catarina e norte do Mato Grosso e algumas localidades da Amazônia. Nas demais regiões, a endemicidade é classificada como baixa.
A vacinação em massa contribuiu muito para reduzir a hepatite B no Brasil e no mundo. “A vacina é a maneira mais segura de se prevenir contra a hepatite B, porque oferece proteção superior a 95%”, explica o Dr. Marco Aurélio. Hoje a vacina está disponível na rede pública para pessoas até 19 anos e na rede privada para todas as idades. Entretanto, o médico alerta que a vacina é indicada para todos, inclusive para os maiores de 19 anos. “A vacina previne a infecção e suas complicações, como o câncer de fígado”, ensina o médico.
A Sanofi Pasteur, divisão de vacinas do grupo francês Sanofi Aventis, distribui uma vacina contra hepatite B, internacionalmente conhecida como Euvax B. A partir de tecnologia de engenharia genética, a vacina é produzida apenas com a parte do vírus responsável por causar a infecção e apresenta alta eficácia. A vacina possui duas apresentações : uma pediátrica e outra para maiores de 16 anos. A vacina deve ser tomada em três doses, a segunda passados 30 dias da primeira dose aplicada e a última após 180 dias.
Estudo realizado em 2001 com recém-nascidos na Bulgária revelou que a proteção oferecida pela Euvax-B foi de 98,6%. Nenhuma delas apresentou reações adversas sérias. No local da aplicação apenas foram registradas reações raras, suaves e passageiras.
Informações com Nora Ferreira – Lu Fernandes Escritório de comunicação 11 3814-4600.
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As contaminações por hepatite na manicure e pedicure infelizmente são uma constante e nada é feito para preveni-las. Eis a solução.
Quando instrumentos de manicure ou pedicure são compartilhados e o serviço é mais do que uma simples pintura de unhas, existem poucas soluções para evitar contaminações por doenças de terceiros. A melhor, porém complicada e de custo alto, é esterilizar os instrumentos como nos tratamentos médicos e dentários, utilizando corretamente a autoclave. Lembrando que todos os outros métodos de esterilização deixam a desejar, pois não são eficientes. Diariamente milhares de pessoas contraem infecções nas manicures das mais comuns e de menor gravidade até hepatites B, C, etc. Nestas hepatites, os anticorpos aparecem no sangue aproximadamente 4 meses após a infeção, e a doença cerca de 20 anos. Portanto o diagnostico é difícil e no mundo muito pouco se pesquisou sobre isto. A outra solução é utilizar somente instrumentos descartáveis ou de uso próprio. Mas, é uma solução cara para a maioria. Para isto, eu criei e patenteei um cortador de unhas com 18 funções que cuida das unhas e mãos, fazendo o tratamento rápido e com perfeição. Este cortador é de baixo custo, mas necessito de um fabricante e distribuidores. Esta solução, como é uma ferramenta para uso pessoal, é a alternativa mais rápida e barata para prevenções destas contaminações.