Acupuntura x anti-inflamatórios

Acupuntura reduz em 12,5% o uso de anti-inflamatórios por pacientes da rede pública de Campinas
Projeto idealizado e encaminhado pela AMBA será levado a outras cidades do País

        

Nos idos de 2005, Campinas nem imaginava que viria se transformar num exemplo de como a acupuntura pode promover o bem estar dos cidadãos. Sua rede de saúde possuía 30 médicos acupuntores, sendo que 19 atuavam em outras especialidades e 11 eram muito mal aproveitados. A história começou a mudar, em outubro daquele ano, quando a AMBA (Associação Médica Brasileira de Acupuntura) deu início a uma relevante ação de valorização da especialidade. Em conjunto com a Coordenadoria de Saúde Integrativa, promoveu um curso formação na Yamamoto New Scalp Acupuncture (YNSA).  Criado em meados de 1970 pelo dr. Toshikatsu Yamamoto, a técnica é uma modalidade de acupuntura em que as regiões de aplicação ficam na cabeça. Atua no combate à dor, seqüelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outros benefícios.

Na oportunidade, 60 médicos foram capacitados e puderam participar do Simpósio Internacional Brasil/Japão, na cidade de São Paulo, com a presença do dr. Toshikatsu Yamamoto. Logo em seguida, no início de 2006, Campinas criou os primeiros ambulatórios para tratamento de dor e outras patologias baseado na técnica.
                

Ótimos resultados em dez meses

A utilização de medicamentos para a redução dos quadros dolorosos de qualquer natureza sempre foi motivo de preocupações, devido aos efeitos colaterais, como gastrites, lesões hepáticas e renais a longo prazo. Só para ter uma idéia, em Campinas, em 2003, o consumo mensal foi de 534.336 comprimidos de diclofenaco de sódio. Em 2004 houve a média mensal de 601.856, e em 2005 de 644.366.

Em 2006 esperava-se que o consumo mensal atingisse a faixa de 700.000 comprimidos de antiinflamatórios. Porém, a média mensal de utilização está em 570.000 comprimidos, demonstrando a redução de 74.336 comprimidos (12,5 por cento em relação ao ano passado), tendo como a única variável neste universo, a técnica de YNSA.

De acordo com o coordenador de Saúde Integrativa, dr. Willian Hyppólito Ferreira, o sucesso e os bons resultados do projeto devem-se à iniciativa levada adiante em conjunto com a AMBA, que ministrou diversas aulas para os médicos de Campinas. E também à dedicação dos que estão realizando a técnica nas Unidades Básicas de Saúde e outros locais, diminuindo a dor dos pacientes, enquanto realizam as hipóteses diagnósticas necessárias, e os respectivos tratamentos de cada patologia.

Hoje, 95 médicos da cidade já se utilizam desta técnica para o alívio da dor em seus pacientes, correspondendo a 10% por cento de médicos da rede municipal de saúde local. O melhor de tudo é que a experiência vitoriosa já começou a ser levada a outras regiões: “Realizamos recentemente um curso idêntico em Piracicaba e a idéia é repeti-lo em regiões de São Paulo e também de outros estados. Precisamos abrir novos espaços para a acupuntura, isso é fundamental para a valorização do médico acupuntor, e proporciona melhor qualidade de vida à população e ainda com redução do custo de saúde”, comenta Ruy Tanigawa, presidente da AMBA.

 

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