Câncer de Próstata – texto 2
Epidemiologia
O câncer de próstata é a segunda causa de óbitos por câncer em homens, sendo superado apenas pelo câncer do pulmão. O aumento observado nas taxas de incidência pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida do brasileiro. Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento e acometendo homens acima de 50 anos de idade.
Fatores de risco
Assim como em outros cânceres, a idade é um fator de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos. História familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade pode aumentar o risco de câncer em 3 a 10 vezes em relação à população em geral, podendo refletir tanto fatores hereditários quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.
Sintomas
Os principais sintomas de patologias da próstata são: o hábito de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção. A maioria desses sintomas é causada pelo aumento da próstata que, via de regra, está relacionado a alterações benignas da glândula podendo aparecer também no câncer de próstata. É importante salientar que na fase inicial, com grande chance de cura, o câncer de próstata não provoca sintomas. Daí a necessidade da avaliação anual com exame clínico e dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA).
Diagnóstico
O diagnóstico do câncer de próstata é feito pelo exame clínico (toque retal) e pela dosagem de substâncias produzidas pela próstata: a fração prostática da fosfatase ácida (FAP) e o antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática trans-retal, se disponível). Esta ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal.
Condições que podem elevar o PSA
Valores elevados do PSA podem ser observados em várias condições, nas quais os níveis alcançados e o tempo de permanência acima do limite considerado normal são extremamente variáveis. Além disso, está descrita uma variação biológica de 6 a 7%.
Efeito sobre a elevação do PSA
- Toque retal: Elevação variável de 24 a 48 horas.
- Ejaculação recente: Elevação moderada de 24 a 48 horas.
- Retenção urinária aguda: Eleva de 5 a 7 vezes até 6 semanas.
-Prostatite urinária aguda: Eleva de 5 a 7 vezes até 6 semanas.
- Massagem prostática: Elevação moderada até 6 semanas.
- Biópsia prostática transretal: Elevação moderada até 6 semanas.
- Resecção transuretal: Elevação moderada até 6 semanas.
- Prática de exercícios físicos como hipismo e ciclismo: Elevação variável de 24 a 48 horas.
Por: Sabin Laboratório Clínico (folder de campanha)
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