29 de Agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo
1.Fumantes têm mais chances de perder a visão na terceira idade.
2.Pais fumantes arriscam a saúde dos filhos.
3.Você colocaria uma bomba na boca?
4. Cirurgia Plástica e cigarro não combinam!
5. Imagens da tomografia computadorizada convencem fumantes a largar o vício.
Fumantes têm mais chances de perder a visão na terceira idade
Os malefícios do cigarro à saúde são bastante divulgados. Pouco se fala, entretanto, que o fumo afeta também a visão. Catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são doenças que podem levar à perda de visão e são doenças oculares que encontram no tabaco um dos piores
fatores de risco.
A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, divulgou estudo em que 60 mil enfermeiras foram acompanhadas por 12 anos e outro similar com 21 mil médicos avaliados durante 14 anos. A conclusão comum aos dois estudos é que fumantes têm o dobro do risco de ficarem cegos em função da degeneração macular. A cada ano, naquele país, a DMRI causa 1,7 milhão de casos de perda de visão. Na quase totalidade, são pessoas acima dos 65 anos.
A mácula é a região central da retina onde são definidas as formas, cores, rostos e também a leitura. E toda a retina tem origem no tecido nervoso, sendo que suas células não se regeneram nem se multiplicam. Ou seja, qualquer alteração que afete essas células pode significar perda de visão, diz Renato Neves, médico oftalmologista e diretor da rede de clínicas Eye
Care, em SP.
Neves diz que, ainda que tenham parado de fumar quinze ou vinte anos antes, ex-fumantes apresentam mais chances de serem acometidos por doenças oculares do que os não-fumantes. O cigarro empobrece a circulação sangüínea na
retina. Além disso, diminui a quantidade de antioxidantes presentes no sangue, favorecendo doenças como a catarata, degeneração macular, glaucoma e olho seco. Vale lembrar que fumantes passivos também correm maior risco de perda de visão na terceira idade.
Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista e diretor da rede de clínicas
Eye Care
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Pais fumantes arriscam a saúde dos filhos - Estudo americano revela que as crianças continuam sendo expostas
à fumaça de cigarro e estão mais propensas a doenças respiratórias
Apesar de campanha maciça antitabagismo empreendida nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade de Missouri (Kansas) descobriram que muitos pais ainda ignoram os alertas de saúde e expõem suas crianças à fumaça de cigarro em casa, no carro e mesmo em locais públicos.
Cerca de 40% dos pais ou responsáveis permitem que se fume na presença dos filhos em casa. Menos da metade poupam os filhos da fumaça quando estão dirigindo e procuram escolher lugares reservados para não-fumantes em restaurantes.
Para o cirurgião torácico do Hospital Paulistano, doutor Miguel Tedde, os resultados da pesquisa americana refletem a necessidade de uma campanha maciça de esclarecimento à população sobre os riscos à saúde que o fumorepresenta.
Como se não bastasse os riscos assumidos pelo próprio dependente de tabaco, os fumantes passivos também são atingidos em seu direito à saúde. Principalmente as crianças, já que desde pequenas podem apresentar maior propensão a manifestações de asma, bronquite, pneumonia e infecções no
ouvido, diz o cirurgião.
O agravante, no caso das crianças, é que quando vêem seus pais fumando, passam a encarar o ato de fumar como algo normal. Se meu pai fuma, eu também vou poder fumar, pensam. Somam-se, assim, os danos orgânicos provocados pelo cigarro a um condicionamento psicológico altamente maléfico, que é o primeiro passo para se criar um novo fumante.
A conscientização dos pais fumantes é urgente. A situação ideal seria que parassem de fumar. No caso disso não ser possível de imediato, ao menos que garantam, em suas casas e carros, um ambiente livre de fumaça de cigarro. Além disso, evitando fumar na frente dos filhos, contribuem para a formação de uma geração que cultivará hábitos mais saudáveis, alerta o doutor Tedde.
Fonte: Dr. Miguel Tedde, cirurgião torácico do Hospital Paulistano
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Você colocaria uma bomba na boca?
Os atendimentos clínicos diários são sempre recheados de conversas com os pacientes. Geralmente, a recomendação mais ouvida é para pararem de fumar. O paciente fumante tem a sensação de que o cigarro não faz mal algum e, além disso, pode parar quando quiser. O problema é que não quer. Ele até mesmo já sabe que o cigarro é uma das principais causas do câncer no pulmão, garganta e bexiga. Mas decide que vai deixar o vício mais adiante. Só que, quando der sinais, o câncer já estará instalado e então só restará ao paciente rezar
para que não esteja em estado avançado.
O cigarro contém mais de 2.000 substâncias nocivas ao organismo humano, além de bilhões daquelas perversas moléculas de radicais livres. Além dessas substâncias, existem outras que certamente a maioria dos fumantes desconhece. Uma delas é a pólvora. Você colocaria uma bomba na boca? Sim, a pólvora é incluída na composição do cigarro para facilitar sua queima. Com isto, quando se traga, a brasa na ponta do cigarro chega a aproximadamente 900ºC. E como dói uma queimadura de cigarro! Além disso, ele queima a garganta e o pulmão.
As outras substâncias são a naftalina (exatamente aquela de matar barata), o methoprene (substância antipulgas), o cádmio (material contido na pilha) e o chumbo (contido na tinta para cabelos). Essas substâncias são altamente tóxicas para o organismo e nosso cérebro, além do formol que, com certeza,
não é para conservá-lo jovem. Ao contrário, o cigarro envelhece a pessoa devido à enorme quantidade de radicais livres inalados durante a tragada.
Ao paciente que insiste que pode parar quando quiser, é necessário explicar que a famosa nicotina, conhecida por todos como substância que vicia, penetra o cérebro facilmente, já que a indústria do fumo adicionou acetona ao cigarro (aquela de tirar esmalte da unha) e amônia (aquela de limpar pisos e azulejos) para facilitar e aumentar a absorção de nicotina pelo
pulmão e também pelo cérebro. A cada tragada, a pessoa fica mais e mais viciada.
À parte das substâncias nocivas, parar de fumar é um ato de amor. O ar poluído do cigarro contém, em média, três vezes mais nicotina e três vezes mais monóxido de carbono e, até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante, depois de passar pelo filtro do cigarro.
Adultos não-fumantes e que convivem com fumantes têm um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não convivem com fumantes.
Em crianças, ocorre com mais freqüência resfriados, sinusites, infecções de garganta e de ouvido, além de asma, bronquite e broncopneumonia, quando pelo menos um dos pais fuma dentro de casa. Inclusive, a quase desconhecida Síndrome da Morte Súbita em Bebês tem uma ocorrência cinco vezes maior
quando um dos pais é fumante.
O total de mortes devido ao uso do fumo é de aproximadamente cinco milhões por ano no mundo, ou seja, mais ou menos dez mil mortes por dia. Pacientes com câncer e que não param de fumar, têm uma evolução da doença pior do que aqueles que param de fumar, além de efeitos colaterais do tratamento exacerbados.
Hoje há muitos métodos para parar de fumar. Além de um acompanhamento psicológico dirigido, há diversas drogas disponíveis e diversos serviços médico-hospitalares de apoio ao fumante que deseja se ver livre do vício. Fica a cargo de cada um se decidir por ter uma vida mais saudável, contribuindo também com aqueles a quem se ama.
*Dr. Francisco Marziona é oncologista clínico do Hospital Santa Paula
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Cirurgia plástica e cigarros não combinam!
Que o cigarro faz mal à saúde não é novidade. Mas muitas pessoas que estão planejando passar por cirurgias plásticas ou outros procedimentos invasivos ignoram os riscos que o cigarro oferece. Pacientes fumantes têm doze vezes mais chances de apresentar complicações em procedimentos cirúrgicos do que os não-fumantes, diz o doutor Marcos Grillo, PhD em cirurgia plástica, de Curitiba.
O monóxido de carbono do cigarro reduz a oxigenação da corrente sangüínea, retardando o processo de recuperação no pós-operatório. Além de comprometer o sistema respiratório, o cigarro pode deixar o paciente mais suscetível a infecções, desencadear problemas na cicatrização, favorecer a necrose
(apodrecimento) da extremidade da pele descolada durante a cirurgia, ou ainda provocar outras intercorrências referentes à anestesia, trombose e embolias, diz Grillo.
Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o dr. Grillo orienta seus pacientes fumantes a programar a cirurgia com antecedência e suspender o fumo pelo menos um mês antes do procedimento. Além de aumentar as chances de haver boa cicatrização, essa medida estimula os pacientes a largarem de vez o vício, já que se conscientizam de que beleza e cigarro se contrapõem.
A SBCP tem por princípio orientar os cirurgiões a fazerem seus pacientes assinar um termo de responsabilidade antes da operação, principalmente os fumantes que apresentam riscos maiores.
Fonte: Dr. Marcos Grillo, PhD em Cirurgia Plástica Curitiba (PR)
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Imagens da tomografia computadorizada convencem fumantes a largar o cigarro
Pacientes submetidos à tomografia computadorizada para diagnóstico de câncer no pulmão sentem-se persuadidos a largar o vício ainda que não seja confirmada a lesão, apenas por visualizar os estragos causados pelo cigarro.
Pesquisadores de Minnesota, nos Estados Unidos, conduziram estudo de 926 fumantes e 594 ex-fumantes. Os participantes foram examinados três vezes ao ano, passando por tomografia computadorizada do pulmão. Pacientes que receberam resultados apontando anormalidades com maior freqüência foram os que mais decididamente abandonaram o hábito de fumar.
Vários fatores contribuem para a abstinência do fumo, diz o médico radiologista Marcelo Secaf. Entre eles, idade avançada, piora das funções pulmonares e resultado de tomografia apontando anormalidade.
A incidência de câncer pulmonar aumenta 2% ao ano, mundialmente. No Brasil, em 2003, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) registrou 22 mil novos casos e mais de 16 mil mortes pela doença que é causada, em 90%, pelo tabaco. Fumantes ativos, passivos, ex-fumantes e pessoas com histórico familiar fazem parte de um grupo de alto risco que deve fazer exames com intervalos de um ou dois anos, após os 50.
Muitas pessoas negligenciam a saúde, deixando para procurar um médico somente depois dos primeiros sintomas. Isso é um erro grave que pode comprometer as chances de melhores condições de sobrevida do paciente, caso venha a se confirmar um câncer pulmonar. Tumores de localização central costumam provocar tosse, ronco e falta de ar. Os que estão instalados no ápice pulmonar podem desencadear dores nos ombros e braços. Mas há tipos silenciosos de câncer, que não dão sinais. Esses, geralmente, ou estão localizados em uma região mais periférica do pulmão, ou têm dimensões tão pequenas que ainda não produzem sintomas, avalia o médico.
Segundo Secaf, maiores são as chances de tratamento adequado quanto mais precocemente for detectada a lesão no pulmão. A tomografia computadorizada (TC) é o exame mais preciso e recomendado nesses casos, porque dá uma visão em fatias milimétricas de todo o pulmão, permitindo medir o volume do nódulo, posição, relação com as estruturas ao redor etc. Vale lembrar que mesmo quando o exame não identifica nenhum nódulo, isto não quer dizer que o câncer pulmonar não possa vir a se desenvolver no futuro caso a pessoa continue a fazer parte do grupo de alto risco. Daí a importância de controle periódico e, principalmente, de abolir o cigarro para sempre.
Fonte: Dr. Marcelo Secaf, radiologista da URP Diagnósticos Médicos
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Mais Informações:
Ex-Libris Comunicação Integrada
Jornalista responsável: Heloísa Paiva (11) 7383.8331 // 3266.8783
Jornalista assistente: Silvia Alves (11) 3266.8783
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Ao entrar em pesquisa no google, lembre-me de alguém muito importante em minha vida hä mais de vinte anos, fui sua paciente no Hospital ACcamargo e perdi contato, gostaria de contar muito da minha vida agora, depois de ter vencido uma grande batalha contra o cancêr, Francisco Marziona foi além de excelente profissional um médico amigo e dedicado, desde já muito obrigada. Maria Julia da Costa Manso / Campos do Jordão