Todas as dúvidas sobre o Linfoma
Doença é o quinto tipo de câncer mais frequente no mundo.
A Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff e a autora de novelas Gloria Perez anunciaram que estão com linfoma. Mas, você sabe o que é esta doença? Como ela se inicia e qual o tratamento mais eficaz?
“A população precisa ter mais informações sobre o linfoma, pois, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 12% dos brasileiros conhecem a doença e apenas 6% são capazes de identificar um ou outro sintoma”, alerta Dr. Ricardo Chiattone que, na entrevista abaixo, esclarece tudo que envolve a doença.
1. O que é linfoma?
É um tipo de câncer que afeta os gânglios (linfonodos) do sistema linfático, responsável pela defesa natural do organismo contra infecções.
2. Quais são os sintomas da doença?
O sintoma mais importante é o aumento do gânglio, principalmente no pescoço, axilas, virilha e abdômen. Mesmo com o inchaço, a pessoa não sente dor ou incômodos maiores. Alguns também têm febre, principalmente à noite, coceira e perda de peso.
3. Como é o diagnóstico?
Não é muito fácil, pois o inchaço pode ser a reação a uma infecção. O correto é ir ao médico ao se perceber esta alteração nos gânglios para que exames físicos e por imagem, como raio X, possam identificar a doença o mais rápido possível.
4. Qual o tratamento?
Quimioterapia com ou sem a radioterapia, dependendo do estágio da doença. Em alguns casos, há a necessidade de transplante de medula.
5. A doença é mais comum em homem ou mulher?
Em ambos os sexos e a partir dos 15 anos, sendo mais comum entre os 25 e 30 anos.
6. O risco de morte é grande?
Infelizmente sim, pois as pessoas não sabem identificar a doença e retardam a ida ao médico. Quando o diagnóstico acontece, em muitos casos, o linfoma está em estado muito adiantado.
Fonte
Ricardo Chiattone - Médico hematologista do Hospital Bandeirantes.
Hospital Bandeirantes
Localizado no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, o Hospital Bandeirantes tem 34 anos de existência e é referência em atendimentos de alta complexidade, com know-how nas áreas de atenção cardiovascular, fraturas de crânio, coluna e ossos, urologia e nefrologia, oncologia e cirurgias especializadas.
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Tudo que você precisa saber para sorrir tranquilamente
Seja em uma entrevista de trabalho, uma reunião de negócios ou um simples encontro com os amigos, o nosso sorriso e a saúde dos nossos dentes sempre serão o nosso cartão de visita. No entanto, dados do Ministério da Saúde apontam que 58% da população brasileira não têm acesso adequado a escovas de dente. “Muitas pessoas não sabem, mas a falta de cuidado com a higiene bucal pode causar até infarto. A boca pode ser a porta de entrada para diversas doenças”, diz o cirurgião-dentista William Lucas Vidovichi.
A seguir, definiremos os principais assuntos relacionados à saúde bucal:
* Afta: Sem uma definição médica de como surge, a afta é uma ferida que nasce em vários lugares da boca. A princípio, aparece como um pequeno machucado, de fundo esbranquiçado e vermelhidão nas bordas. Mas afinal, afta pode virar câncer de boca? “Dizer isto é um erro. É só mais um mito urbano. Afta e câncer são doenças completamente diferentes”, afirma Dr. Alexandre Lyra. As aftas tendem a desaparecer em 10 ou 14 dias. Qualquer lesão que não desapareça neste período deve ser avaliada por um especialista.
* Boca Seca: Tecnicamente conhecida como “xerostomia”, significa que a pessoa não produz saliva o suficiente para manter a boca úmida. Sem a saliva, vários problemas podem ser desencadeados como a má digestão dos alimentos e a formação de cáries. Para identificar o motivo do problema, aconselha-se o auxílio de um dentista. O motivo do problema sendo identificado, o medicamento ideal para o caso será receitado.
* Bruxismo: É o hábito que a pessoa tem de ranger os dentes. É um problema que geralmente acontece à noite, durante o sono. Na maioria dos casos, o paciente só fica sabendo do problema quando passa por exames com o dentista ou é alertado pelo parceiro (a). “O bruxismo é motivado por várias situações, entre elas, a ansiedade e o stress, assolando principalmente as mulheres. A terapia para a diminuição do problema é feita de acordo com o caso de cada paciente”, diz o Dr. Vidovichi.
* Canal: O tratamento de canal, que consiste na retirada da polpa do dente, encontrado na sua parte externa, antes era um procedimento dolorido e temido pelos pacientes. Hoje, o tratamento com laser, que vem ganhando cada vez mais espaço nos consultórios, causa menos incômodo e tem maior eficácia na cirurgia, sem deixar fendas para novas bactérias.
* Cárie: Trata-se de uma doença transmissível e infecciosa. Consiste na deterioração do dente, influenciada pelo tipo de alimento consumido pelo indivíduo e a forma que é feita a sua higienização. Crianças que ainda estão com “dente de leite” são mais vulneráveis, pois ainda não estão com a calcificação completa. Para evitar o aparecimento das cáries, os dentistas recomendam evitar alimentos açucarados e efetuar a escovação após as principais refeições, com escova, fio dental e pasta de dente com flúor.
* Clareamento Dental: O tratamento é feito com produtos químicos que reduzem às manchas, o que deixa o dente mais natural e branco. Existem duas formas de clareamento dos dentes: o caseiro, feito com um gel colocado em uma moldeira, e a laser, feito em clínica, onde é colocada uma camada de gel clareador sobre os dentes e, em seguida, o gel é ativado através do laser. “Ambos têm bons resultados. Mas é importante o paciente saber que após alguns meses, os dentes poderão perder um pouco do grau de clareamento alcançado, devendo realizar a manutenção do mesmo”, lembra Dr. Lyra.
* Prótese Dentária: Quando há perda total dos dentes, a dentadura os substituem, de forma que pode ser retirada da boca sem o auxílio de um dentista. A prótese é colocada quando são extraídos todos os dentes do paciente e há a cicatrização plena. Além desta, existe ainda a prótese total imediata, que é instalada logo após a extração dos dentes e a prótese parcial removível, uma estrutura metálica que se apóia nos dentes naturais.
* Dente do Siso: São os últimos dentes de cada lado do maxilar e os últimos a nascer, ente 17 e 21 anos. Com o resto da dentição formada, muitas vezes os dentes do siso ficam presos em baixo do osso, devido à falta de espaço, causando dor e inchaço. Em alguns casos, quando o dente consegue erupcionar, acaba entortando os demais. Neste caso, recomenda-se procurar um dentista para que seja examinado e analisar se é necessário extrair o dente.
* Dentes Sensíveis: A sensibilidade nos dentes é provocada pelo desgaste na superfície do mesmo. Quando acontece este desgaste, principalmente nos adultos, ocorre a exposição da raiz do dente na região cervical, motivado pela retração gengival. A pessoa sente o desconforto ao ingerir comidas ou bebidas quentes ou frias. “Uma alternativa é o uso de creme dental especial para dentes sensíveis, aplicando nos dentes, e escovando-os os de maneira alternada, com movimentos de baixo para cima e vice-versa, para uma proteção uniforme”, afirma o cirurgião-dentista Alexandre Lyra.
* Faceta: A faceta nada mais é que uma proteção para os dentes. É uma espécie de jaqueta, feita de resina ou porcelana. A aplicação da faceta de resina é feita com pinceladas do produto direto no dente. Já para a faceta de porcelana, é feito um desgaste no dente e, em seguida, é fixada com cimento uma lâmina de porcelana, como se fosse uma “unha postiça”. Muitas pessoas já nascem com os dentes um pouco mais amarelados ou com manchas, e o uso de faceta, nestes casos, é uma ótima pedida.
* Fio Dental: É o principal aliado à escovação, atuando onde a escova não consegue chegar, retirando restos de alimentos e removendo a placa bacteriana. Existem dois tipos de fio dental no mercado: o fio de nylon (ou multifilamento) e o fio PTFE (monifilamento). Recomenda-se o uso diário ou então pelo menos três vezes por semana.
* Gengivite: Consiste em uma infecção na gengiva causada pela placa bacteriana, uma película transparente que se aloja nos dentes e na gengiva. Não havendo a remoção da placa, através da escovação diária e uso do fio dental, são liberadas toxinas que irritam a mucosa da gengiva, causando a gengivite. Um estudo da Academia Americana de Periodontia mostrou que 30% dos homens e das mulheres observados tinham predisposição à gengivite. A prevenção contra a gengivite é muito simples, deve-se escovar os dentes após cada refeição e usar fio dental.
* Mau Hálito: Pode ser consequência de problemas estomacais, ou, na maioria das vezes, da boca mesmo, com uma higienização defeituosa, cáries, periodontite não tratada, diminuição de saliva bucal, saburra lingual e o uso de cigarros e bebida alcoólica, que podem causar mau hálito crônico. Ao constatar o problema, deve-se consultar um periodontista. Ele fará todos os exames necessários para um tratamento ou encaminhá-lo pata avaliação médica.
* Pontes ou Coroas: Diferente das dentaduras, as pontes são próteses fixas cimentadas no dente, podendo ser removidas somente por um dentista. Ela serve efetivamente para consertar um dente danificado, seja uma parte ou o dente inteiro. Geralmente é utilizada para suprir a ausência de algum dente ou reparar falhas de formação. Especialistas apontam a ponte de resina entre as mais pedidas pelos pacientes, devido à perfeição no acabamento.
* Tártaro: É uma camada de bactérias que surge na superfície do dente, na forma de uma pequena pedra. Trata-se da “evolução” de uma placa bacteriana sem tratamento, mas não é incolor, caracteriza-se por ser marrom ou amarelo. Não havendo tratamento, o tártaro pode se estender até a gengiva, causando inflamação nos tecidos gengivais, ficando vulneráveis a gengivite e cáries. Para o tratamento, recomenda-se o uso de creme dental anti-tártaro e uso de fio dental.
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Tratamento ortopédico facial em crianças pode melhorar a respiração?
Para entender como funciona essa relação é importante notar que o teto da boca, o palato, é também o assoalho do nariz. Logo, uma má-formação da arcada superior dos dentes pode significar, também narinas estreitadas e redução da entrada de ar pela via nasal. Por isso, a ”disjunção maxilar”, procedimento ortopédico facial, pode ser uma opção eficiente para ajudar a melhorar a respiração nasal de crianças e adolescentes.
Esse método de tratamento - a disjunção maxilar ortopédica - é utilizado em casos conhecidos como “mordida cruzada” ou “mordida inversa”. Uma boa maneira de entender esse tipo de deformação é imaginar a relação entre uma pequena caixa e sua tampa. Os dentes superiores devem abraçar suavemente os inferiores, em todos os lados, como a tampa faz com a caixa.
O encaixe errado das arcadas (oclusão) costuma ocorrer quando a região óssea da nasomaxila (nariz e arcada superior) não se desenvolve corretamente no sentido transversal. Esse quadro, que faz com que o rosto vá ficando assimétrico, normalmente, está relacionado com a respiração pela boca, muito prejudicial ao crescimento dos ossos da face por estimular uma postura errada da língua, da mandíbula e da cabeça. Com isso, os músculos da face e do pescoço mudam sua forma de trabalhar e – como têm poder de modelamento sobre a ossatura, principalmente em crianças e adolescentes – alteram o crescimento dos ossos.
O resultado sobre a maxila é que esta se deforma, fica mais estreita, profunda e projetada para frente, o que, consequentemente, altera também a posição de erupção dos dentes. Retomando a ideia do teto da boca como sendo o assoalho do nariz, fica óbvio que com a maxila mais estreita, a passagem de ar pelas narinas pode ficar dificultada pela falta de espaço na parte inferior nas narinas. Assim, aciona-se a respiração de suplência feita pela boca. Está aí um círculo vicioso deformante do rosto.
De acordo com o caso, a “disjunção maxilar” pode ser uma ótima opção de terapia, porque ao separar a maxila para corrigir a mordida incorreta, ela também tem reflexos benéficos sobre a estrutura da base do nariz, liberando espaço para a entrada de ar. Outro ponto positivo, é que não se trata de um procedimento cirúrgico, logo, é menos invasivo e traumatizante para a pessoa. Seu efeito vem sendo muito estudado, tanto pela Ortopedia Facial e Ortodontia quanto pela Rinologia e, em determinados casos de estreitamentos severos da nasomaxila, médicos otorrinopediatras podem verificar - através do exame de rinometria acústica - que a respiração melhora em função do aumento do volume das narinas.
A potencialidade do tratamento - apesar de ainda controversa - já é reconhecida por diversos profissionais, inclusive em artigos publicados na área ortopédica facial quanto por conceituadas publicações especializadas na área de Rinologia, tais como American Journal of Rhynology, Revista Brasileira de ORL e Brazilian Journal of Otorhynolaryngology. Aqui, prova-se mais uma vez como a interdisciplinaridade entre áreas médicas pode beneficiar o paciente, no caso deste artigo, tanto para recuperar a potencializar uma respiração correta, quanto para corrigir e normalizar os dentes e os traços e a harmonia da face. Tudo a um só tempo, em benefício da saúde de crianças e adolescentes.
Fonte
Gerson I. Köhler (CRO 3921 – PR) - Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
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Verônica Pacheco
Toda Comunicação
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Diet, Light e Zero - principais diferenças
Nutricionistas do Hospital do Coração explicam as principais diferenças entre os produtos Diet, Light e Zero.
As gôndolas dos supermercados estão cada vez mais cheias de novidades do setor alimentício. Muitos consumidores se preocupam com a qualidade dos produtos adquiridos, mas nem sempre têm certeza do que estão comprando e consumindo. A partir da década de 80, o brasileiro passou a ter disponível alimentos modificados em relação ao conteúdo de nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, sódio etc.) que são, atualmente, chamados de diet, light e zero. Mas será que o consumidor sabe qual a real diferença entre essas três designações?
O alimento diet é formulado com modificações especiais para se adequar a diferentes dietas ou indivíduos com necessidades metabólicas específicas. Nessa categoria estão os alimentos com restrição e/ou isenção de nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras e sódio), alimentos para controle do peso e, especificamente, alimentos para dietas de ingestão controlada de açúcares, como por exemplo, dietas para portadores de diabetes.
O termo light indica diferenças na composição de um produto em comparação a um produto tradicional. Um alimento é considerado light quando apresenta redução mínima de 25% das calorias ou de algum nutriente em relação ao original, como por exemplo, gordura. Alguns pães são considerados light pelo seu teor reduzido de gorduras e não, necessariamente, de calorias.
Já o zero foi o último a integrar os termos empregados em embalagens de alimentos. O nome zero indica que o alimento apresenta restrição ou isenção de algum nutriente em comparação com a versão tradicional. Se a isenção for de açúcares, o produto ainda deve apresentar valor calórico reduzido. Um caso de alimento zero são os refrigerantes, que são isentos de açúcar e possuem muito menos calorias em comparação ao produto original.
Apesar da objetividade das definições, na prática, comumente surgem dúvidas que dificultam a escolha do consumidor. “A portaria referente ao termo light, por exemplo, não estabelece valor máximo de restrição. É comum existir alimentos isentos de algum nutriente ou caloria e que poderiam receber a designação de diet ou zero – com o termo light em seu rótulo”, explica a nutricionista Isabela Cardoso Pimentel.
Os termos zero e diet também se confundem, mas compreendendo a legislação o termo diet se refere a um alimento original e o termo zero se refere a uma versão modificada do original sem indicação específica a uma determinada doença. “A população frequentemente confunde alimento diet com alimentos de poucas calorias, porém, não necessariamente é desta forma. Um alimento restrito em açúcar pode conter maior teor de gorduras e apresentar teor calórico igual ou maior que o original como ocorre com o chocolate diet”, salienta a nutricionista Camila Gracia.
De modo semelhante, um alimento pode ser classificado como light, mas ainda assim conter elevado teor de calorias para ser utilizado de rotina num plano alimentar para redução do peso, como acontece com o creme de leite light ou a manteiga light.
Na prática
Para se ter uma idéia, 1/3 de uma barra de chocolate ao leite de 30g contém 132 Kcal (calorias) e 7,3g de gorduras totais enquanto que a mesma quantidade de chocolate ao leite diet possui 142 Kcal e 9,9g de gorduras totais. Neste caso, o produto diet é isento de açúcares, porém apresenta maior teor de calorias e gorduras que o original. Não é indicado para perda de peso, somente para dietas restritas em açúcar.
No caso de refrigerantes os produtos diet, light e zero não contêm açúcar e apresentam nenhuma ou menos que 4 Kcal por 100ml. A mudança da terminologia não implica em diferenças nutricionais significativas e a diferença entre os produtos está no tipo e quantidade de adoçantes utilizados. Nos refrigerantes a base de cola, uma lata de 350 ml, nas versões diet, light e zero, apresenta zero Kcal (calorias) e zero grama de açúcar. Já a versão comum possui 148 Kcal e 37g de açúcar.
Compreender as diferenças nas nomenclaturas utilizadas na rotulagem dos alimentos é um direito do consumidor e mais uma ferramenta para escolhas corretas e saudáveis, mas na hora de comprar evite se impressionar com os termos em destaque. Leia a embalagem, verifique as informações nutricionais e compare os produtos.
Principais diferenças e indicações
Diet - Isenção de açúcar e/ou proteína e/ou gorduras - Indicado para portadores de doenças metabólicas como diabetes. Cuidado: alimentos diet podem ter valor calórico maior que aqueles que contêm açúcar. Nem sempre são úteis para perda de peso;
Light - Redução de calorias ou açúcares ou gorduras ou sódio ou outro nutriente em relação ao produto original - Indicado para pessoas que desejam reduzir o teor de açúcares, gorduras ou sal na alimentação. Cuidado: nem todo alimento light é próprio para perda de peso. A redução calórica em certos alimentos é muito pequena;
Zero - Isenção de açúcar com redução de calorias ou isenção de nutrientes em relação ao produto original - De modo geral as indicações são semelhantes ao dos alimentos light. Quando o alimento é zero por isenção de açúcares também pode ser consumido por portadores de diabetes.
Fontes
Camila Gracia - Nutricionista do setor de Nutrição Preventiva do HCor.
Isabela Cardoso Pimentel - Nutricionista do setor de Nutrição Preventiva do HCor.
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Informações
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Doenças respiratórias durante o outono-inverno
Doenças respiratórias: descubra quais são os males que estão mais presentes durante o outono-inverno.
Todo ano é a mesma história, com a chegada do inverno aumentam os casos de problemas respiratórios. As quedas bruscas e constantes na temperatura, aliadas ao tempo seco, são as vilãs da história. As infecções respiratórias podem ocorrer em qualquer época do ano, entretanto, no inverno, as mucosas ficam ressecadas, as defesas locais do organismo diminuem, favorecendo doenças como gripe, resfriado, amigdalites, faringites, sinusite e pneumonia.
O resultado, enfim, é que hospitais, pronto-socorros e consultórios ficam cheios de pacientes com doenças respiratórias. Cerca de 90% dos casos infecciosos diagnosticados são causados por vírus e acometem principalmente crianças e idosos.
“Com as condições climáticas dos dias frios, crianças e adultos ficam mais expostos a ácaros, poeira, mofo e demais substâncias alergênicas, desencadeando crises de asma, rinite e outras alergias respiratórias”, explica o dr. José Eduardo Cançado.
Atualmente, existe a recomendação para aplicação da vacina da gripe, todos os anos, para todas as crianças entre 6 meses e 5 anos, além dos idosos, profissionais de saúde, e indivíduos com algumas doenças crônicas, a exemplo da asma, muito comum na faixa etária pediátrica.
“Mais da metade das crianças que chegam ao Pronto Socorro da Santa Casa de São Paulo anualmente é portadora de alguma doença respiratória”, atesta o dr. Bernardo Kiertsman. “Varia desde casos simples, como infecções virais das vias aéreas superiores, aos extremos, como pneumonias ou crises graves de asma”.
Além disso, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, o que favorece a circulação de microrganismos e a transmissão de infecções. Com a queda da temperatura, a tendência dos pais de manter as crianças por mais tempo dentro de casa cresce. Só que os ambientes fechados facilitam a maior transmissão de vírus e bactérias.
Uma boa dica para prevenção é deixar o ambiente o mais arejado possível. A utilização de umidificadores, de uma bacia com água no quarto durante a noite, e até mesmo tomar banho com a porta do banheiro aberta, são maneiras eficazes para garantir uma umidade adequada na casa.
Nesta época do ano, ocorre também a propagação de doenças alérgicas. São agentes facilitadores a poeira domiciliar, a fumaça de cigarro, mudanças bruscas de temperatura e odores fortes, por exemplo. Há ainda os fatores emocionais que interferem diretamente no cotidiano daqueles que são geneticamente propensos ao desenvolvimento das crises de alergia, e de inflamações nas vias aéreas.
Em todos esses casos, a limpeza do ambiente é extremamente importante. Segundo o dr. Bernardo, carpetes e tapetes, cortinas de pano são inimigos naturais da saúde respiratória. Tome cuidado com o acúmulo de brinquedos, de bichos de pelúcia, de latinhas, livros e quaisquer outros objetos de difícil limpeza. É prudente evitar travesseiros de pena ou aromáticos, preferindo travesseiros e colchões de espuma maciça, envoltos com capas impermeáveis ao ácaro. Deve-se, enfim, adequar a casa da melhor forma pensando no bem-estar de todos, especialmente daqueles que já sofrem com problemas respiratórios.
“Quando há contato com qualquer fator complicador, é desencadeada uma inflamação em toda a via respiratória, desde a ponta do nariz, até o alvéolo pulmonar. Tal reação leva a uma grande irritação do brônquio, o que ocasiona diversos problemas, como edemas, catarro, e o entupimento prejudicando o trânsito de ar aos pulmões”, pondera o dr. Bernardo.
Aliviando as crises
Para aqueles que sofrem de problemas respiratórios crônicos, como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o período do inverno é o ideal para uma avaliação com um pneumologista, que fará a introdução de medidas de controle, uma vez que são mais suscetíveis ao agravamento destes males.
No caso do resfriado, especificamente, que é uma infecção viral, não existe medicamento com eficácia comprovada. Gripe e infecções bacterianas contam com medicações específicas, no entanto, somente o médico poderá avaliar e prescrever o tratamento adequado.
Já a vacina contra a gripe é a única medida preventiva eficaz para reduzir a incidência, diminuindo também os índices de complicações, como as pneumonias. Oferecida gratuitamente pelo Governo Federal aos indivíduos com idade superior a 60 anos, está disponível na rede privada para os demais.
Fontes
Bernardo Kiertsman - Médico pneumologista, Professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas e Chefe do Serviço de Pneumologia Pediátrica da Santa Casa de São Paulo.
José Eduardo Cançado - Médico pneumologista, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
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