Volta à Ilha – não é para qualquer um
Amigos (as),
Dia 14/04, eu e o Vilmar participamos da Volta à Ilha em dupla. Para quem não conhece, a Volta à Ilha é uma prova de revezamento realizada em Florianópolis: são 140 km e, como o nome diz, dá à volta na Ilha de Florianópolis. Acho que é a prova de revezamento mais famosa do Brasil, com participantes do Brasil e exterior. Este ano foram 396 equipes, sendo 30 duplas; as demais equipes foram formadas por 8, 10 ou 12 atletas.
Esta foi minha sétima participação. Em 2007, primeira vez que participei da prova, fiz dupla com meu amigo Lobo, como preparação para Comrades. Nos cinco anos seguintes corremos na categoria participação, onde as regras são flexíveis. Como a organização da prova não prevê a formação de quarteto, montamos no papel uma equipe de oito atletas, (pagamos para oito e corremos somente quatro). De forma que todos corressem mais, pois assim a diversão é, seguramente, maior.
Para a corrida deste ano, eu e o Vilmar elaboramos uma estratégia com distribuição praticamente igual dos quilômetros e trechos difíceis, ficando 68,5 km para o Vilmar e 71,5 para mim. Contratamos uma van com motorista para nossa comodidade e conforto. Assim descansaríamos quando não estivéssemos correndo. Informei o locador que precisaríamos de um motorista que conhecesse o percurso para só focarmos a prova sem outras preocupações.
Chegou o grande dia: sábado, 14 de abril. Haviamos marcado com o motorista para nos pegar no hotel às 4h20. Descemos com nossos mochilas e caixas de gelo e alimentos (frutas, pão etc), encontramos então o Marcelo, nosso motorista. A van era um transporte escolar, o que nos pareceu ser o primeiro sinal de problema. E ainda por cima, o puxador da porta da van estava quebrado (só abria por dentro). Fiquei chateado, pois estávamos pagando caro e eu havia feito varias recomendações ao dono do transporte. Pensei: “Agora é tarde tem que ser esta”. Saímos do hotel às 4h30. Nossa largada era às 5 horas. Ao chegar, encontramos alguns conhecidos (a turma que faz ultra por ter poucas provas acaba se esbarrando sempre, e assim com o tempo vai se adquirindo familiaridade). Tiramos fotos e às 5 horas o Vilmar deu inicio a nossa diversão: dois trechos sem muitas dificuldades num total de 11,9 km que ele tirou de letra, fazendo em 1h03, dois minutos abaixo do programado. Porém, mais um estresse: o motorista se perdeu no segundo trecho e tivemos que fazer uma grande volta, chegando um pouquinho antes do Vilmar.
Iniciei minha corrida bem confortável: tinha 16,3 km pela frente (trechos 3 e 4), sendo que no quarto trecho havia uma novidade: a travessia de barco. Tudo correu como planejado. Mantive o ritmo médio de 5’16” por km (os trechos são tranquilos com algumas subidas). Tanto eu como o Vilmar combinamos de correr levando uma garrafa de água ou isotônico de 500ml, no início incomoda bastante, mas tem momentos que acredito ter sido fundamental esta decisão. Quando cheguei no ponto de pegar o barco estava atrás mais ou menos 20 metros de um grupo de três corredores; pensei – o barco vai encher com estes três e vou ficar esperando um tempão – adivinhei. O barco tinha apenas mais três lugares e eu estava me acostumando com a ideia, quando um dos corredores foi tirar o tênis e a turma do barco impaciente pedia para que eu completasse. Como o outro corredor não se importou, coloquei rapidamente o colete salva vidas e entrei correndo na água e para dentro do barco. Lá, havia mais três corredores de duplas. Depois da travessia, uma praia com areia dura, uma beleza para correr. Terminei meus trechos em 1:25:58, três minutos abaixo do programado, passei o bastão para o Vilmar e fiquei esperando o Marcelo (motorista). Havíamos combinado que após estacionar o carro ele iria até o ponto de troca ao nosso encontro; pois são muitos carros e, com o passar do tempo, aumenta o fluxo de corredores e carros nos pontos de transição, o que torna muito difícil e demorado encontrar alguém que não esteja em um ponto de encontro preestabelecido. Como o motorista não aparecia fui atrás e o encontrei rapidamente ainda na praia.
O Vilmar tinha pela frente os trechos 5 e 6 no total de 10,4 km em terreno variado (asfalto, trilha e praia) considerado de dificuldade moderada, fomos eu e o Marcelo direto para o ponto de troca no posto 7, tive assim tempo de me hidratar e alimentar, quando o Vilmar chegou com 56’, um minuto abaixo do programado, eu estava pronto para tentar manter o ritmo da dupla.
O trecho sete tem 10,4 km de praia, asfalto e trilha. A trilha é no final do trecho e são 2,5 km, com subida e descida muito acentuadas. A subida é praticamente uma escalada, é necessário usar as mãos para segurar nas pedras e na vegetação para subir. Essa parte é tão difícil, que faz a subida do Morro do Sertão (trecho 16) parecer plana. Na descida tive que ir muito devagar para não cair, a trilha é escavada no solo, parece que foi feita pela água das chuvas. Consegui manter o ritmo de 5’20” até a trilha, porém, fiz o trecho de 1km de subida em 17 minutos. Concluí esse trecho em 1h e 14’, ritmo de 7’12”/km, dez minutos acima da previsão, que foi feita sem conhecimento do nível de dificuldade do trecho.
Na sequência, o Vilmar deveria correr mais dois trechos, o 8 e o 9, quilometragem total de 10,5 em praia, trilha e novamente praia. A trilha tinha o mesmo grau de dificuldade da trilha anterior, onde não há como correr, neste trecho o Vilmar chegou a cair, mas não teve nenhuma consequência. Terminou os dois trechos com o tempo total de 1h e 6’ ritmo de 7’08”/km, nove minutos acima do programado.
Nossa programação não contemplou a dificuldade das trilhas dos trechos 7 e 8, percursos novos na corrida, mas a partir do trecho 10 já estava planejado revezar a cada trecho, pois começava uma sucessão de trechos considerados muito difíceis, com dunas, praias com areia fofa ou subidas que pareciam verdadeiras paredes. Somente os trechos 14 e 15 seriam feitos pelo mesmo corredor, isso para que as quilometragens total, minha e do Vilmar, ficassem bem próximas.
O trecho 10 é meu velho conhecido de 2007 a 2012. Só não corri este trecho em 2010. O trecho começa com um pequeno percurso de subida no asfalto, depois tem um trecho de terra em forma de longos degraus com vegetação fechada na lateral e na parte superior fazendo um túnel, ao final vêm as dunas; na sequência as trilhas com areia fofa e para terminar uma estrada de terra que margeia a praia frequentada por muitos surfistas. Mesmo com as dificuldades, é uma maravilha correr esse trecho. Terminei os 8,4 km com um tempo de 51’23” ritmo de 6’07”, acima um minuto do programado. Ao fim desse trecho tínhamos praticamente feito a metade da prova 67,9 km dos quais eu corri 35,1 e o Vilmar 32,8. Nosso tempo total era 6hs e 38min, somente 15 minutos acima do programado, devido à dificuldade dos novos trechos 7 e 8.
Para o trecho 11, de 5,7km, o Vilmar largou tranquilo. Encontrei nossa van e partimos para o próximo posto de transição. Tudo tinha que ser rápido, pois o trecho era pequeno e eu tinha que trocar de roupa e tênis e me alimentar. Quando volto minha atenção para a estrada, vejo uma enorme subida e falo para o motorista que quem ia fazer aquele trecho era eu, portanto, ele havia passado do posto de troca. Fizemos meia volta e começamos a voltar muito lentamente, pois o trânsito estava praticamente parado. Comecei a perguntar para os corredores que passavam ao lado do carro, qual era a distância para o ponto de troca, resposta de: 2,5 a 3 km, como não saiamos do lugar resolvi ir andando até o posto. Depois de caminhar mais de 1 km a van me alcançou e fomos para o posto. Desci correndo e fui até o ponto de troca e nada do Vilmar. Confirmei com a fiscal, e ele já havia passado a mais de 15 minutos, voltei para a van e no caminho encontrei o Rogério da Go Run que me falou que o Vilmar me esperou por uns 10 minutos e depois resolveu fazer o trecho 12, ou seja, fazer dois trechos seguidos. Voltamos para a estrada e encontramos o Vilmar na grande subida do percurso, demos água e isotônico e fomos para o próximo ponto de troca.
Fiquei muito chateado, pois todo nosso planejamento havia se perdido e fiz uma nova distribuição dos trechos restantes para que ficássemos mais ou menos com a mesma quilometragem. Mas com pressa, chateado e irritado, errei na redistribuição; eu deveria ter feito os três próximos trechos 13, 14 e 15 (21,6 km) e depois continuar com a distribuição planejada.
O Vilmar terminou os dois trechos 11 e 12 com 1h e 38’, incluindo o tempo parado. O trecho 11 foi feito 2 minutos abaixo do programado.
Agora, eu ia fazer os trechos 13 e 14, inteiramente na praia com 12,6 km. No primeiro trecho a areia estava boa para correr, somente tendo que desviar das ondas, mas no seguinte, como a maré estava subindo, tive que correr na areia mais fofa. Terminei os trechos com 1h e 15min, ritmo de 6’01”/km. À essa altura, eu estava esgotado, desanimado, aborrecido e comecei a ficar preocupado em não conseguir concluir a prova no tempo limite de 15h e 15minutos.
O Vilmar, sempre muito guerreiro e paciente, iniciou o trecho 15 de 8,8 km como se nada tivesse acontecido. Eu agora tinha que me preparar para o Morro do Sertão. Fui para a van e fiquei orientando o motorista até chegarmos no ponto de troca; só depois comecei a me preparar para correr. O Vilmar fechou o trecho com 54min, ritmo de 6’10”/km.
Havia programado fazer o Morro do Sertão em 1h e 45min, ritmo de 7’/km, porém quando comecei a correr estava muito cansado, corria a um ritmo de de 6’ a 6’30”/km na parte menos difícil do trecho, antes da subida. A garrafinha de isotônico que eu levava na mão estava pesando horrores, toda hora queria me desfazer dela, mas pensava: no morro não tem nada.
No inicio da subida do Morro a organização colocou um ponto de apoio. Tomei água e comecei a subida; fui trotando, depois caminhando. Decidi trotar nas descidas e nos planos e caminhar nas subidas fortes. Acompanhava o ritmo médio pelo Garmin e a situação estava crítica: 8’/km e aumentando. Me senti desmotivado, era constantemente ultrapassado e nunca recebia um incentivo; também nenhum dos corredores sabia que eu estava fazendo dupla, com certeza viam um corredor quebrado que deveria ter iniciado muito forte e agora ia sofrer até concluir.
Ainda não havia terminado todas as subidas e já estava sem isotônico e com o ritmo acima de 8’ quando tive uma grata surpresa: um garoto com uma jarra de água. Enchi minha garrafa, ganhei forças e agradeci muito a iniciativa do menino em ajudar os corredores.
Pouco depois começou a descida, estava com a musculatura toda doída. A descida é bem íngreme e o piso em paralelepípedo é horrível para correr. Quando começou a parte plana voltei a correr entre 6’ e 6’30”. Chegando no outro posto de abastecimento eu estava com o corpo febril, queria tomar um banho e perguntei para o pessoal que distribuía a água se havia alguma torneira por ali, e para minha felicidade havia uma ducha bem do lado. Não perdi tempo, foram um ou dois minutos debaixo da água, com roupa, tênis, tudo…. Me senti renovado e voltei a correr fazendo um ritmo de 5’ a 5’30”/km, agora faltava pouco para terminar o trecho. Concluí com 2hs e 1 min, ritmo de 8’04”. Agora, para mim, só faltava mais um trecho, o último e teria um bom tempo para descansar.
O Vilmar, como havia esperado muito, saiu do ponto de troca com a garrafinha sem água, ele iria fazer os trechos 17 e 18 num total de 15,7 km. Saí rapidamente procurando a van. Este ponto de transição é um verdadeiro caos. Andei por mais de um km até encontrá-la e saímos na correria para alcançar o Vilmar. O encontramos faltando poucos metros da base aérea. Fizemos o suporte com água e isotônico e seguimos para o próximo posto de troca. O motorista me falou que o Vilmar havia passado mal e eu pensei em fazer o trecho 18, para ele descansar e fazer o 19, mas o trânsito na Base Aérea não fluía e quando saímos dela ele já tinha passado pelo ponto de troca.
Quando encontramos o Vilmar demos água e isotônico a ele e seguimos para o último posto de troca. Para variar o motorista se perde novamente e não sabia o que fazer. Eu estava a ponto de explodir, mas me contive e fui orientando o motorista até avistar os corredores que faziam o último trecho. Encontrei com alguns fiscais da prova, que nos direcionaram ao posto de troca.
O motorista me pedia desculpas o tempo todo e eu muito chateado, dizia que ele não tinha culpa, que o verdadeiro culpado era o proprietário do carro – um irresponsável chamado Hélio, que nos encaminhou um motorista que não conhecia Florianópolis, que comprometeu nossa corrida e estragou nossa diversão. Enfim chegamos ao posto de troca. Minha preocupação era, agora, com o tempo limite. Conversando com os outros corredores, fiquei sabendo que a organização havia aumentado em 15 minutos o tempo limite para conclusão da prova. Isso me dava muita folga, mas queria terminar até 20:15, que era o horário limite inicial. O Vilmar chegou com o tempo de 1h e 55’, ritmo de 7’21”; havia passado mal várias vezes durante o percurso e optou por andar alguns pedaços para se recuperar. A situação estava muito complicada para nossa dupla. Estávamos muito desgastados.
Saí para o último trecho fazendo contas, tinha que correr a um ritmo de 5’30”/km para conseguir concluir a prova até às 20:15 h. Então, comecei a perseguir esse objetivo, controlando o ritmo, forçando quando necessário para ficar nessa média/km. Consegui terminar às 20 h 14 min 32 s. Mesmo com todos os problemas e estresses, concluímos a prova em 14:57:19. 17’02” foi o tempo da travessia de barco, que não é considerado no tempo total.
Após cruzar a linha de chegada, fiquei observando a comemoração das equipes com 2, 8, 10 e 12 integrantes. Todos festejando efusivamente e pensei: cada um fez o seu melhor, não se importando se correram 10, 15, 20 ou 70 km. O importante é se superar. No entanto, penso que as medalhas para os corredores que fazem a Volta à Ilha em dupla deveriam ser diferentes, ter um detalhe que as distinguissem das demais. Poderia ser a própria fita.
Valeu a luta! Corremos e buscamos superação pessoal e o valor de nossas conquistas dividimos com os amigos corredores ou não e com nosso treinador.
Quero voltar em 2013 para correr novamente em dupla e fazer um tempo abaixo de 14 horas.
Plataforma vibratória – não faz milagres, mas pode ajudar
Quer modelar o seu corpo e ainda emagrecer? A plataforma vibratória pode ajudar a drenar, emagrecer, fortalecer os músculos e ainda melhorar o condicionamento físico.
“A vibração pode auxiliar de muitas formas: com a pessoa parada, estimula a circulação e a drenagem, e ao ser utilizada em parceria com exercícios físicos – feitos em cima da base, intensifica a contração muscular. É possível realizar os movimentos de acordo com a área do corpo a ser trabalhada, como agachamentos e abdominais. Para quem sofre com os furinhos da celulite, os resultados são bastante significativos”, afirma o fisioterapeuta Bruno Andrade Costa.
A plataforma quando relacionada ao exercício convencional, sai em vantagem pelo fato de recrutar até 100 % das fibras musculares envolvidas no exercício, fazendo com que os resultados sejam mais rápidos. As vibrações mecânicas involuntárias fazem com que ocorra de 30 a 50 contrações por segundo, sem necessidade de carga externa. Dessa forma, acontece um aumento da força e do tônus, sem aumento de volume, deixando a musculatura de todo o corpo definida e modelada. São exercícios ideais para quem quer um corpo definido e não volumoso e num período curto de tempo.
Além de fortalecer, as vibrações melhoram a circulação, fazendo assim, uma drenagem e diminuindo a gordura, que por sua vez salienta ainda mais os músculos trabalhados, modelando o corpo. Quando comparamos aos exercícios convencionais como a musculação, que só teremos resultados visíveis à partir de 03 meses, com a vibração isso já é percebido nas primeiras 03 à 04 semanas de treino, sem contar com a melhora do condicionamento cardio-vascular.
O fisioterapeuta Bruno Andrade Costa elaborou uma lista com dez benefícios da plataforma vibratória
1. Aumento da força e tônus muscular, porém sem impacto e/ou sobrecarga articular;
2. Aumento da densidade e massa óssea (indicada para prevenir o processo de degeneração óssea – osteoporose);
3. Ativação do sistema hormonal (aumento do hormônio do crescimento e testosterona);
4. Acelera o retorno venoso e linfático, melhorando a circulação sanguínea e linfática;
5. Reduz a celulite;
6. Tonifica os músculos, deixando-os fortes e definidos;
7. Acelera o metabolismo, ajudando no emagrecimento;
8. Melhora da flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora;
9. Produz o relaxamento, reduzindo as tensões musculares, diminuindo assim o risco de lesões;
10. Os resultados são mais rápidos em relação aos exercícios convencionais, pois recruta até 100% da musculatura envolvida.
Fonte
Bruno Andrade Costa – Especialista em fisioterapia músculo-esquelética, pós-graduado em fisioterapia traumato-ortopédica, do Zahra Spa & Estética.
www.zahra.com.br
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Trate a incontinência urinária pós-gestação através do Pilates
A perda de urina involuntária é chamada de incontinência urinária (IU), condição esta relatada como um problema higiênico e social. A IU ocorre por diversos fatores, sejam eles primários ou os que se agravam com a mesma. A idade avançada, obesidade, menopausa, constipação intestinal, gravidez, entre outros, levam ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico e períneo, que é um conjunto de músculos que tem como função, sustentar os órgãos pélvicos, mantendo assim, o controle dos esfíncteres, principalmente a micção (urina).
Durante a gestação, a incontinência urinária normalmente ocorre devido à pressão na bexiga, comprimida pelo útero aumentado. No entanto, assim que termina a gravidez, a mulher tende a recuperar o controle da urina.
O problema também pode acontecer se a mulher apresentar uma composição genética fraca de seu colágeno (uma proteína importante para unir e fortalecer tecidos do organismo), o que pode já acarretar na frouxidão dos músculos que envolvem a bexiga e assoalho pélvico. Ou também pelo simples motivo do estiramento e/ou relaxamento desses músculos devido à gravidez. Outros fatores agravantes podem ocorrer durante um parto normal: se o bebê for muito grande, o parto for mal assistido ou se for utilizado fórceps de maneira errada. Nessas condições, os músculos que apóiam a bexiga podem ser lesionados permanentemente.
Muitas mulheres não sabem, mas existem exercícios específicos, com o objetivo de melhorar e/ou restaurar esses músculo, devolvendo-a uma melhor condição ou solução do problema. O pilates pode ajudar a combater e a tratar a incontinência urinária, pois tem como objetivo principal, o controle e fortalecimento da musculatura pélvica. Através das aulas de pilates, a paciente pode trabalhar dando ênfase a musculatura de sustentação: abdômen, lombar, glúteos e toda região pélvica, especialmente o períneo (área entre o ânus e a uretra), explica o fisioterapeuta Bruno Andrade Costa. Vale salientar que é o Pilates é a única atividade completa, quando se pensa em fortalecer todos esses grupos musculares associados, e de forma não invasiva. O mesmo aumenta a consciência corporal e muscular, e todos os exercícios são associados com respiração e controle abdominal.
Pode-se ter excelentes resultados quando se utilizam exercícios específicos para a musculatura do assoalho pélvico, adquirindo maior controle da urina. É muito importante que cada aluna seja avaliada quanto ao grau de força do assoalho pélvico e o nível de consciência da ação dessa musculatura.
Também vale ressaltar que os casos de incontinência urinária devem ser acompanhados por um médico ginecologista e/ou obstetra, o qual em parceria com o fisioterapeuta indicará o exercício ideal. Ao fisioterapeuta caberá a tarefa de desenvolver e aplicar um plano de reeducação da musculatura de assoalho pélvico, através de um processo individualizado e que dê resposta às necessidades de cada paciente.
Fonte
Bruno Andrade Costa – Fisioterapeuta, especialista em fisioterapia músculo-esquelética e pós-graduado em fisoterapia traumato-ortopédica, do Zahra Spa & Estética.
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Cinco dicas para evitar e combater a flacidez dos seios
A flacidez é uma grande inimiga que ameaça a beleza feminina. Seja pela força da gravidade, perda de peso, herança genética ou outros motivos, qualquer mulher corre o risco de ficar com seios flácidos e caídos. Se os seios estão flácidos saiba que seu problema tem solução!!
A flacidez dos seios não escolhe tamanho ou idade: ataca jovens e senhoras, de busto pequeno ou avantajado. Mas existem soluções, dos mais variados tipos e para todos os bolsos, que prometem deixar seus seios muito mais firmes e bonitos, afirma o Dr. Fernando Passos de Freitas.
Atividade física e uma alimentação equilibrada é uma ótima saída para evitar a flacidez, mas quando a indesejada já está instalada é preciso fazer alguns tratamentos estéticos para reverter o problema.
O Dr. Fernando Passos de Freitas elaborou uma lista de tratamentos estéticos que podem ser feitos para tratar a flacidez dos seios.
* Eletroestimulação - Os seios são feitos de glândulas e gordura, por isso esse tratamento geralmente tem bons resultados principalmente quando aliado a bons cosméticos, que vão trabalhar contra a flacidez da pele (que ajudam na sustentação).
* Carboxiterapia – Consiste na aplicação de gás carbônico através de infusão nos tecidos com pressão controlada e os resultados são melhora na circulação, oxigenação e conseqüentemente na produção de colágeno. Nesse caso, deve-se fazer entre 10 a 12 sessões – uma vez por semana.
* Microcorrentes – O equipamento computadorizado funciona pelo mecanismo de lifting. Com uma descarga de baixa freqüência, é estimulada a circulação cutânea, causando uma melhora na nutrição e oxigenação dos tecidos das mamas e, consequentemente, um aumento na produção de colágeno e elastina – fibras que dão sustentação à pele. Resultado: a flacidez de pele é amenizada. A indicação é de 10 a 20 sessões com trinta minutos cada, duas vezes por semana.
Cinco dicas para evitar a flacidez dos seios
1. Sutiã adequado – Quem tem peitos pequeninos está apta a dispensar o sutiã no dia a dia, pois pouco sofre com a ação da gravidade. Já moças de seios médios devem usar sempre – modelos simples, sem grande reforço. As de seios grandes precisam de sutiã com alças largas, barbatanas e costuras duplas.
2. Hidratação reforçada – Logo após o banho, aplique creme hidratante específico para a região. “Creme não faz milagres, mas incentiva a produção de colágeno e elastina, deixando a pele rígida”, explica a dermatologista Edislene Viscardi.
3. Proteja-se do sol – Os raios ultra-violeta acabam com as fibras de colágeno e favorecem a flacidez. Ao sol, lambuze-se com um protetor de fator no mínimo 15. Passe-o, sobretudo, nas laterais dos seios, que queimam com facilidade.
4. Fuja do efeito sanfona – Quando você engorda, a pele estica. Ao emagrecer, ela volta ao normal, mas fica menos elástica. Coma direito e faça exercícios.
5. Exercite-se – Exercícios para a região peitoral fortalecem a musculatura local. Não levantam os seios, mas melhoram sua postura e ajudam a sustentá-los.
Fonte
Fernando Passos de Freitas – Médico dermatologista.
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Doenças do colo do útero – descubra como tratar
Apresentar uma doença no útero pode parecer um grande martírio para as mulheres, principalmente, àquelas que ainda sonham em ter filhos. Apesar de preocupante, é necessário ter calma. Hoje, um diagnóstico correto e um tratamento adequado conseguem reverter à maioria das patologias envolvendo o útero.
A Dra. Denise Gomes elaborou uma lista com as três principais patologias do colo útero, leia e descubra como identificá-las.
* Cervicites crônicas – Ocorrem em mulheres grávidas, geralmente após o parto ou devido ao uso de anticoncepcionais orais. Pode também representar uma cicatriz de um tratamento prévio ou até mesmo um processo de transformação fisiológico pelo que passa o colo uterino. Por vezes a doença ainda pode se manifestar como feridas e lesões, podendo levar a sangramentos pós coito. Nesse caso, é indicado cauterizar o colo de útero.
* Cervicites agudas – Ocorrem devido a uma agente infeccioso, que pode ser um fungo, uma bactéria, ou um protozoário. Muitas vezes esta associado a infecções vaginais, e pode se manifestar como corrimento, ardência vaginal, sangramento e desconforto na relação sexual. O diagnóstico pode ser feito com exame clínico ou exames laboratoriais e o tratamento é simples, com aplicação de formulações via vaginal, mas tem de ser direcionado ao agente causal.
* Câncer de colo de útero – Ao contrário do que muitos pensam, é uma doença curável, desde que a descoberta seja feito no início. É por essa razão que existem os exames de rotina, entre eles o Papanicolau, que auxilia em sua prevenção. “É muito importante não negligenciar esses exames de rotina, afinal pode ser a salvação de muitas mulheres”, afirma a ginecologista. Muitas vezes o diagnóstico é realizado quando ainda há apenas uma infecção no colo uterino, causada pelo vírus HPV, o que quando devidamente tratado, evita a progressão para o câncer.
Mas, é válido ressaltar que todos os distúrbios acima citados podem ter os sintomas amenizados com um tratamento eficaz. “Hoje, dispomos de muita informação que se usada de forma correta melhoram e muito a qualidade de vida da paciente”, explica Dra. Denise. Porém, nada ainda é tão recomendado quanto à prevenção. Fazer exames de rotina faz toda a diferença.
Fonte
Denise Gomes – Médica ginecologista e obstetra.
www.plenaclinica.com.br
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