Sibutramina – aumenta o risco de ataques cardíacos e infarto do miocárdio

A sibutramina, fármaco mais usado por brasileiros para controle de apetite, não pode mais ser vendido e nem recomendado por médicos, na Europa. A substância foi proibida, em janeiro de 2010, pela Agência Europeia de Medicamentos. Nos Estados Unidos, a FoodDrug Administration (FDA), solicitou aos fabricantes dos medicamentos que contém sibutramina que adicionem às bulas dos mesmos a contraindicação de uso em pacientes com história de doenças cardiovasculares,

Diante das recomendações internacionais quanto ao uso da sibutramina, o Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), alerta que o uso da sibutramina envolve uma análise criteriosa de riscos, já que a redução de massa corporal promovida pelo fármaco é modesta diante dos perigos que ele apresenta.

De acordo com a Nota Técnica, as recomendações internacionais, têm como base os resultados de um estudo chamado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), que demonstrou um aumento do risco de ataques cardíacos e infarto do miocárdio em pacientes obesos ou com sobrepeso e alto risco de doenças cardiovasculares.

Concluído em 2009, o estudo indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame e parada cardíaca, aumentou em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento, quando comparados àqueles tratados com placebo.

A Nota Técnica, assinada pelos farmacêuticos Emília Vitória da Silva, Rogério Hoefler e Carlos Cezar Flores Vidotti, esclarece, ainda, que no Brasil, a venda da sibutramina é regulada pela Portaria 344/1998, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) requerendo prescrição médica que deve ser apresentada e retida na farmácia.
                                                                

CEBRIM

O Cebrim está voltado aos diferentes problemas ligados à utilização dos medicamentos como indicação, posologia, compatibilidade, interações, reações adversas, estabilidade, etc., visando o uso racional dos mesmos. O Cebrim, diferentemente das bibliotecas e centros de documentação, não proporciona documentos ou referências bibliográficas, e sim, soluções para problemas concretos sobre medicamentos ou uma situação clínica de um paciente.

 
*****
 

Veruska Narikawa
Assessoria de Imprensa
Conselho Federal de Farmácia
(61) 2106-6536

Tratamento do câncer e a saúde cardiovascular

Diversos estudos demonstram a maior incidência de problemas cardíacos em pacientes com câncer. Segundo uma revisão publicada no Journal of the American College of Cardiology, alguns dos métodos utilizados no tratamento oncológico podem afetar a saúde cardiovascular em até 28% dos pacientes. Aliás, os pacientes, nestes casos, ficam mais suscetíveis a desenvolver insuficiência cardíaca, doenças do pericárdio e das valvares e insuficiência coronariana. 

Os problemas acontecem devido às variações dos efeitos das terapias oncológicas. Exemplo disso são os efeitos adversos das drogas quimioterápicas. Dependendo do tipo de droga utilizada, e também de outros fatores como dosagem, doença cardíaca pré-existente e história de radioterapia prévia na região do tórax, pode haver maior ou menor incidência e gravidade. Um dos efeitos observados é a cardiotoxidade, ou seja, tóxicas às células do coração. A medicação acaba comprometendo o desempenho, levando à insuficiência do órgão, que pode dilatar e enfraquecer. 

Outro efeito que pode ocorrer é arritmia e o comprometimento de estruturas como o revestimento do coração e vasos – pericárdio, endotélio, vascular, entre outros -, levando também à alteração da função do coração. 

 “A evolução cada vez maior dos tratamentos, a pesquisa de novos medicamentos e de técnicas específicas que ataquem só o tumor tem como objetivo afetar cada vez menos outros órgãos não envolvidos com o câncer. Drogas como os betabloqueadores (carvedilol), os hipolipemiantes, o dexrazoxane parecem ter um efeito protetor cardíaco durante os  tratamentos necessários para o combate ao câncer. Estas tem sido alvos de estudos para maior evidência e comprovação”, comenta o dr Daniel Potério.  

Outro estudo, publicado recentemente no Journal of the National Cancer Institute, afirma que o risco de doença cardíaca em consequência da terapia contra o câncer aumenta com a idade, embora afete pessoas de qualquer faixa etária. 

Por este motivo, após o tratamento e até mesmo após a cura do câncer, o acompanhamento médico deve continuar. Este acompanhamento é muito importante, não apenas com o oncologista, mas também com o cardiologista, que poderá acompanhar de perto ou até mesmo descartar eventuais consequências destes tratamentos.
                                         
                                                   
Fonte
                    
Daniel Potério – Membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo Regional Araras.
*****
 

Acontece Comunicação e Notícias
Kelly Silva ou Monica Kulcsar
(11) 3873.6083 / 3871.2331
acontececom2@uol.com.br
www.acontecenoticias.com.br

Dormir bem é um santo remédio

Especialista aponta 5 dicas para recuperar o sono e a saúde. 

Dormir bem pode fazer toda a diferença para ir bem numa prova, ser mais criativo no trabalho e cultivar uma memória de dar inveja. Isso é o básico que estudos sobre a importância do sono na vida das pessoas têm revelado. A questão crucial ainda é por quê. 

“A privação crônica do sono pode ter consequências importantes. Quem dorme pouco geralmente apresenta irritabilidade, redução do desempenho, problemas de concentração, queixas de memória e fadiga. A insônia inclusive aumenta significativamente o risco de acidentes domésticos, de trabalho e de trânsito, devido à alteração do estado de alerta e à desatenção”, diz o neurologista Alexandre Machado.

Dr. Machado afirma que, apesar de a função do sono nos seres humanos não estar totalmente esclarecida, dormir bem está relacionado à recuperação física, à secreção hormonal, aos processos de consolidação de memória e ao bom funcionamento intelectual. 

Nos Estados Unidos, de acordo com a National Sleep Foundation, a falta de sono adequado faz com que mais de um terço dos americanos adultos esteja sofrendo de doenças que poderiam ser evitadas. Aqui no Brasil não é diferente. De acordo com o neurologista, as queixas de insônia são mais frequentes entre as mulheres – principalmente divorciadas, viúvas ou separadas – e aumentam com a idade. Estudos indicam que a insônia parece ser mais comum também entre pessoas com problemas financeiros. 

Na opinião do doutor Alexandre Machado, outra causa da falta de sono é a ingestão de medicamentos ou doenças, mas geralmente está associada a hábitos que precisam ser alterados. “Casos mais graves podem ser tratados com medicamento, mas algumas mudanças simples podem restaurar o sono e a saúde”.

O especialista aponta cinco dicas simples para dormir bem e garantir mais saúde

1. Antes de ir para a cama, escreva tudo o que precisa fazer de importante no dia seguinte. Assim, você evita perder seu precioso tempo na cama enumerando as atividades que terá de fazer depois;
2. Delegue tarefas. As pessoas mais próximas podem não fazer tudo tão bem quanto você, mas respire fundo e agradeça a ajuda delas;
3. Acostume-se a utilizar serviços da internet, como pagar contas, fazer supermercado ou comprar presentes. É mais prático e você evita uma série de desgastes, como o trânsito, os problemas de estacionamento e as filas;
4. Tire a TV do quarto! Essa é uma tentação que compromete o sono de qualquer um;
5. Evite ingerir café, chá mate, refrigerantes e bebidas alcoólicas à noite. Prefira chá de erva cidreira ou hortelã.

                                    
                                

Fonte

Alexandre Machado, médico neurologista do Hospital Santa Paula (SP).
                        
                                 
*****

Mais informações

Jornalista responsável: Heloísa Paiva
Assistente de redação: Jorge Valério
(55-11) 2894.9975 // 2894.9976
www.ppagina.com.br

SUS oferece duas novas vacinas para seis milhões de crianças

Menores de dois anos poderão se imunizar contra doenças como meningites, pneumonias, sinusite e otite. Investimento é de R$ 552 milhões.

Duas novas vacinas serão incluídas no calendário básico de vacinação disponível na rede pública de saúde: a pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo C. A primeira será oferecida a partir de março em todo o território nacional e protege contra a bactéria pneumococo, causadora de meningites e pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia (presença de bactérias no sangue), entre outras doenças. A segunda será aplicada a partir de agosto e imuniza contra a doença meningocócica.
 
Nos primeiros 12 meses após a implementação, as novas vacinas serão aplicadas em crianças menores de dois anos de idade. A partir de 2011, elas farão parte do calendário básico de vacinação da criança específico para os menores de um ano. Depois de cinco anos do início dos novos programas de vacinação, em 2015, a previsão é sejam evitadas cerca de 45 mil internações por pneumonia por ano em todo o Brasil. Com isso, a média dessas internações por ano cairá de 54.427 para 9.185, uma redução de 83%.
 
“As inclusões das vacinas são um grande avanço para a saúde pública brasileira. Os imunizantes vão proteger a população contra doenças de grande e vão contribuir para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro”, afirma o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério, Eduardo Hage.

Doenças

Principal causa de meningite bacteriana no Brasil, a doença meningocócica pode se manifestar como uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro (meningite) ou como uma infecção generalizada (meningococcemia), que pode levar rapidamente à morte. Entre 2000 e 2008, o número de casos da doença caiu de 4.276 para 2.648, uma redução de 38% (veja quadro abaixo).  No mesmo período, o número de mortes por essa enfermidade caiu 47%, de 777 para 412. Essa redução pode ser atribuída à menor circulação do meningococo do sorogrupo B, uma vez que, entre 2001 e 2009, os 20 surtos de doença meningocócic a no país tiveram como responsável o meningococo C.
 
O pneumococo, por sua vez, é a segunda maior causa de meningites bacterianas (pneumocócicas) no Brasil. Entre 2000 e 2008, manteve-se a média anual de 1.250 casos de meningite pneumocócica e de 370 óbitos por ano (veja quadro abaixo). O pneumococo também é o principal agente causador de pneumonias em todas as faixas etárias. O número de internações no SUS por essa doença caiu de 950.162, em 2000, para 695.622, em 2008 – redução de 26,8%.

                                                                         
 
Investimento

Para a aquisição das duas vacinas em 2010, o Ministério da Saúde investirá R$ 552 milhões. Desse total, R$ 400 milhões serão destinados para 13 milhões de doses da vacina pneumocócica e R$ 152 milhões para 8 milhões de doses da meningocócica. As doses são suficientes para imunizar 6 milhões de crianças menores de dois anos de idade. O Ministério também vai comprar diretamente 13 milhões de seringas e agulhas, com investimento de R$ 1,4 milhão, para a aplicação da vacina pneumocócica.
 
Com o investimento, o Ministério alcança a meta do Programa Mais Saúde de introduzir duas novas imunizações no calendário básico, um ano antes da data prevista, 2011.

                                                                    
 
Transferência de tecnologia

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, explica que as vacinas serão adquiridas diretamente de laboratórios nacionais. A pneumocócica será comprada do Laboratório Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), graças a um acordo de transferência de tecnologia assinado entre o Ministério e o laboratório inglês Glaxo Smith Kline (GSK) no ano passado.
 
Já um acordo de transferência de tecnologia firmado também em 2009 entre a Fundação Ezequiel Dias (Funed), o governo de Minas Gerais, e a companhia farmacêutica suíça Novartis permitirá a compra da vacina pneumocócica diretamente da Funed. “Isso demonstra a vontade do SUS de aprimorar as ferramentas de prevenção e tratamento a serviço da população. São vacinas modernas e é muito importante que os laboratórios nacionais dominem essa tecnologia”, avalia o secretário.
 
Além desses contratos de transferência de tecnologia, nos últimos cinco anos, o Brasil começou a produzir vacina contra a gripe sazonal, contra o rotavírus humano e a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba). Essas três vacinas responderam por 28,6% da produção nacional em 2008.
                                                                              
 
Calendário básico

Com a introdução das vacinas, o Calendário Básico de Vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério passará a ter 13 tipos de vacinas para proteger contra 19 doenças (veja quadro abaixo). Além disso, a oferta total do PNI, considerando as imunizações especiais, passa a ser de 28 tipos de vacinas (nacionais e importadas). O número é 30% maior que em 2002, quando eram oferecidos 18 tipos. O crescimento deve-se principalmente ao investimento do país para desenvolver novas vacinas e ao aumento da capacidade de produção nos últimos anos.

Para se ter ideia, o investimento brasileiro em pesquisas para o desenvolvimento e aprimoramento de vacinas aumentou mais de 1.216% em cinco anos. Em 2003, o governo federal investiu R$ 1,6 bilhão em estudos na área. Esse número saltou para R$ 21 bilhões em 2008. São recursos do Ministério da Saúde, com contrapartida de órgãos do governo de fomento à pesquisa – como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), UNESCO e fundações estaduais de apoio à pesquisa.
                                                              
 
Novo Calendário Básico de Vacinação depois da inclusão da pneumocócica 10-valente e anti-meningococo C
 
01. BCG (contra tuberculose)
02. Vacina contra hepatite B
03. DTP (contra difteria, tétano e coqueluche)
04. DTP+Hib (contra difteria, tétano e coqueluche e infecções por Haemophilus influenzae tipo B )
05. DT (dupla adulto – contra difteria e tétano)
06. Vacina Hib (infecções por Haemophilus influenzae tipo B)
07. Vacina contra poliomielite
08. Vacina contra rotavírus
09. Vacina contra febre amarela
10. Tríplice viral (contra caxumba, rubéola e sarampo)
11. Vacina contra Influenza (gripe)
12. Vacina Pneumocócica (contra meningites bacterianas, pneumonias, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia)
13. Vacina anti-meningocócica (contra doença meningocócica)
 

Esquema básico de vacinação

* Pneumocócica 10-valente
Crianças menores de 1 ano.
Esquema Vacinal: Serão ministradas 3 doses + 1 reforço no primeiro ano de vida da criança. Para o ano da implantação, haverá um esquema especial, no qual crianças de 12 meses a 24 meses de idade não vacinadas anteriormente receberão a imunização.
 
* Meningocócica C
Crianças menores de 1 ano.
Esquema Vacinal: Serão ministradas 2 doses + 1 reforço no primeiro ano de vida da criança. Para o ano da implantação, haverá um esquema especial, no qual crianças de 12 meses a 24 meses de idade não vacinadas anteriormente receberão a imunização.
                          
                    
*****
                           
                                 
agencia.saude@saude.gov.br
jornalismo@saude.gov.br

Cavidade bucal serve de moradia para bactérias

A cavidade bucal serve de moradia para mais de 350 espécies bacterianas, sendo que a saliva contém de 43 milhões a 5,5 bilhões de bactérias por mililitro. Os números explicam boa parte dos motivos que levam os profissionais da área odontológica a, cada vez mais, se preocuparem com os riscos de contaminação de instrumentos e aparelhos. Mesmo tomando os cuidados básicos de esterilização e paramentação, ainda assim a incidência de doenças infecciosas e infecção cruzada são constantes nos consultórios odontológicos, onde procedimentos invasivos acontecem rotineiramente. 

De acordo com a Dra. Lusiane Borges, a incidência de infecção nestes locais é constante por se tratar de um ambiente clínico e, portanto, passível de contaminação, apesar dos cuidados efetivos para prevenção em relação aos riscos. “Podemos enumerar várias doenças infectocontagiosas de risco na odontologia que podem ir desde uma virose simples até micobacteriose, Hepatites B e C, tuberculose e pelo vírus H1N1. Todas de grande relevância para OMS (Organização Mundial da Saúde) nos últimos tempos”. 

Ainda segundo a OMS, cerca de 14 mil pessoas em 200 países foram vítimas fatais da H1N1, desde abril do ano passado, dados preocupantes para todos os profissionais de saúde. Estima-se que serão necessários dois anos para que se possa colocar fim a esta pandemia e definir o número exato de mortes causadas pela gripe A.

Para a gerente de desenvolvimento de produtos da Angelus, Lygia Madi, uma das principais preocupações de profissionais de odontologia são os riscos de contaminação por doenças causadas pela proliferação de bactérias e fungos – infecções que muitas vezes acontecem durante procedimentos convencionais, apesar dos cuidados com a esterilização, higienização e paramentação. “São inúmeras as medidas capazes de interferir na cadeia de infecção cruzada, proporcionando um atendimento odontológico seguro ao paciente. A Angelus desenvolveu o Biosafe como forma de colaborar de maneira eficiente para impedir a proliferação de microrganismos dentro de consultórios e clínicas odontológicas”, ressalta.

                                                                 

Fonte

Lusiane Borges – Especialista em biossegurança com formação pela Escola Paulista de Medicina.
                                                                                          

Sobre a Angelus

A Angelus Indústria de Produtos Odontológicos, atual vencedora nacional do Prêmio FINEP de Inovação, desenvolve desde sua criação, em 1994, um intenso trabalho em pesquisa e desenvolvimento de produtos revolucionários para Odontologia. Com isso, tornou-se líder de vendas na América Latina e exporta atualmente cerca de 40% de toda a sua produção para 55 países.

***** 
Mais informações

Paula Cohn – paula@ciadainformacao.com.br (11) 9134-4154
Daniel Agrela – danielr@ciadainformacao.com.br
Andressa Ferrer – andressa@ciadainformacao.com.br
Thiago Luis – thiago.luis@ciadainformacao.com.br
(11) 3071-3494